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Internacional

Críticas à Alemanha são motivadas pela inveja

O ministro alemão Wolfgang Schauble diz que é como na escola: os melhores alunos são sempre o alvo dos invejosos. Neste caso são os outros países.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse segunda-feira à noite que as críticas feitas à Alemanha se devem "à inveja" dos outros países, durante uma entrevista televisiva, citada pela agência AFP.

"Sempre foi assim. É como numa turma, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos", afirmou o ministro, na cadeia de televisão pública ZDF, em resposta a uma questão sobre as críticas que se multiplicam contra a Alemanha, em particular na Europa do Sul.

Contestou porém que os alemães sejam "os maus" da Europa, como sugeria o jornalista que o entrevistava. "Não é nada disso. Os outros países sabem muito bem que assumimos as nossas responsabilidades", respondeu, lembrando a implicação dos contribuintes alemães nos diferentes planos de resgate dos países europeus em dificuldade.

Esta solidariedade "é no nosso próprio interesse. Nós beneficiamos com a Europa, com as suas possibilidades de mercados, com o seu grande mercado", disse.

Schauble acrescentou, porém, que "cada um tem de respeitar os seus compromissos", insistindo: "Cada um tem de pôr os seus orçamentos em ordem. Cada um tem de ser economicamente competitivo. E o que assume os riscos maiores tem também de suportar os custos".

Sobre Chipre, disse que os cipriotas "estão numa situação difícil" e que "vão viver um período difícil, considerando-o "inevitável".

A Alemanha, considerada a potência que determina as políticas de austeridade na Europa, tem sido tomada por alvo, com alusões ao seu passado nazi, nas recentes manifestações em Chipre, como antes na Grécia, Itália, Espanha e Portugal.

A chanceler Angela Merkel tem mesmo sido objeto de caricaturas que a comparam a Adolf Hitler.