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Internacional

Coreia do Norte pronta para atacar Estados Unidos

Voos de bombardeiros norte-americanos B-52 sobre a península da Coreia levaram Pyonyang a colocar em situação de combate todas as unidades de artilharia, incluindo as de longo alcance e de mísseis estratégicos.

Carlos Abreu, com agências

O supremo comando militar da Coreia do Norte ordenou hoje às unidades de mísseis estratégicos e artilharia de longo alcance para estarem prontas para entrar em combate, definindo como alvos as bases norte-americanas em Guan e no Havai (no Pacífico) bem como no território continental.

O anúncio, tornado público, como é costume, através da agência noticiosa estatal norte-coreana KCNA, foi feito momentos depois de bombardeiros americanos B-52 terem descolado para mais uma missão no âmbito de um exercício militar em que participam até final de abril tropas da Coreia do Sul e dos EUA.

"A partir deste momento, o Supremo Comando do Exército Popular da Coreia coloca em alerta máximo todas as unidades de artilharia, incluindo as de longo alcance e de mísseis estratégicos, que fixarão como alvo todas as instalações do inimigo nas bases do invasor norte-americano em território continental, Havai e Guam", pode ler-se no despacho da agência KCNA.

Não é a primeira vez, e muito provavelmente não será a última, que Pyonyang ameaça, na sua habitual retórica belicista, os EUA. Já prometeram um ataque nuclear à Coreia do Sul e EUA, sendo pouco provável que os mísseis norte-coreanos sejam capazes de atingir o continente norte-americano. Já as bases no Pacífico estarão ao alcance das armas do Exército Popular da Coreia.

Atento à situação, o ministro da Defesa sul-coreano diz que, para já, não há sinais de iminentes de ataque por parte do vizinho do norte.

A escalada belicista do Norte é a resposta do regime às sanções da ONU, impostas no início do mês pelo teste nuclear realizado em fevereiro, e às manobras militares que Seul e Washington levaram a cabo na região.

Seul e Washington preparados para responder

Ontem, o Ministério de Defesa da Coreia do Sul anunciou uma alteração ao plano conjunto, estabelecido em 2010 na sequência dos ataques de Pyonyang ao navio sul-coreano "Cheonan" e à ilha de Yeonpyeong.

Até agora, a resposta a eventuais agressões norte-coreanas era responsabilidade exclusiva do exército da Coreia do Sul, enquanto a intervenção dos Estados Unidos era apenas contemplada em caso de guerra total.

Segundo o novo plano, "quando a Coreia do Norte leve a cabo provocações limitadas contra a Coreia do Sul, esta desempenhará um papel de liderança, enquanto os Estados Unidos oferecerá apoio", afirmou em conferência de imprensa o porta-voz da Defesa de Seul.

O acordo assinado em Seul, na sexta-feira, pelas autoridades do Estado Maior Conjunto da Coreia do Sul e forças norte-americanas no país asiático, entrou imediatamente em vigor e inclui "procedimentos de consulta e ação para permitir uma dura e decisiva resposta" dos aliados.