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Internacional

Ataque terrorista mata 50 universitários na Nigéria

Extremistas islâmicos atacaram dormitório de uma faculdade no nordeste da Nigéria, matando 50 jovens.

Pelo menos 50 estudantes morreram após um ataque do grupo radical islâmico Boko Haram à universidade de agricultura de Yobe, em Gujba, no nordeste da Nigéria.

Os extremistas entraram no dormitório da instituição de ensino durante a noite de domingo e disparam contra os estudantes, que estavam a dormir, e incendiaram salas de aulas, segundo o relato da agência de notícias AP, citando os militares locais.

O reitor da universidade, Molima Idi Mato, disse que morreram pelo menos 50 jovens, entre os 18 e os 22 anos, e mais de mil alunos fugiram.

'Educação ocidental é proibida'

O Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, condenou o ataque, numa mensagem televisiva, e questionou os motivos do grupo Boko Haram, comparando o ato ao que aconteceu num centro comercial em Nairobi, no Quénia, na semana passada. "Às vezes temos de ter muita coragem", disse o Presidente nigeriano, que acusou os extremistas de quererem embaraçar o Governo.

O líder do Boko Haram explicou, numa mensagem de vídeo mostrada no país, que o grupo quer acabar com a democracia na Nigéria e permitir a educação apenas em escolas islâmicas, daí o nome Boko Haram, que significa 'educação ocidental é proibida'.

A Nigéria, país mais povoado de África, com cerca de 160 milhões de habitantes, tem sido palco nos últimos anos de dezenas de atentados reivindicados pelo Boko Haram, que quer impor a sharia (a lei islâmica) no país, onde os habitantes são muçulmanos e cristãos.