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Abdel Fattah al-Sissi toma posse no Egito

O marechal na reforma Al-Sissi ganhou as presidenciais com 96,9% dos votos, mas apenas 47,5% dos eleitores inscritos votou

Reuters

O antigo chefe do exército egípcio foi hoje empossado um ano depois de ter destituído e detido Mohammed Morsi, o primeiro presidente eleito democraticamente no país.

O antigo chefe do exército egípcio Abdel Fattah al-Sissi, eleito presidente com 96,9% dos votos um ano depois de ter destituído e detido o antecessor, o islamita Mohammed Morsi, tomou hoje posse.

Numa cerimónia perante o Tribunal Constitucional e transmitida pela televisão, o marechal jurou, "em nome de Deus, respeitar a lei e a Constituição" egípcias e preservar a independência da nação e a sua integridade territorial.

O marechal na reforma Al-Sissi ganhou as presidenciais, realizadas em 26, 27 e 28 de maio, com 96,9% dos votos expressos, mas apenas 47,5% dos eleitores inscritos votou e o poder que dirige "de facto" desde o golpe de Estado contra Morsi, a 3 de junho de 2013, eliminou toda a oposição, islamita, liberal ou laica.

Depois de ter derrubado Morsi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, Al-Sissi - então chefe do exército - criou um governo interino, que instalou uma implacável e sangrenta repressão dos apoiantes de Morsi, em particular da confraria islamita Irmandade Muçulmana, que venceu todas as eleições desde a queda de Hosni Mubarak, no início de 2011.

Em algumas semanas, mais de 1.400 manifestantes pró-Morsi foram mortos pelas balas de soldados e polícias, e mais de 15 mil membros da Irmandade Muçulmana foram detidos. A confraria, proibida e decretada "organização terrorista", apelou ao boicote das presidenciais.