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Coletes amarelos. Manifestações já começaram em França. Detenções também

A "Marianne", símbolo nacional de França, e a bandeira são caros aos manifestantes

IAN LANGSDON/EPA

As manifestações do ATO 9, nono sábado consecutivo de mobilização dos coletes amarelos franceses, já começaram em Paris e em outras cidades francesas. Governo reforçou as medidas de segurança e já deteve preventivamente esta manhã diversos “coletes”.

Em Paris, os primeiros manifestantes começaram a concentrar-se em Bercy, junto ao moderno e gigantesco edifício do ministério da Economia e Finanças. Pretendem desfilar nas ruas da cidade e dirigir-se para a zona dos Campos Elísios.

Nos cartazes lêem-se as palavras de ordem habituais contra o Presidente Emmanuel Macron, pelo aumento do poder de compra e pelo RIC (Referendo de Iniciativa Cidadã).

Estão previstas manifestações para diversas outras cidades franceses para este ATO 9, nono sábado consecutivo de mobilização dos coletes amarelos.

O Governo reforçou consideravelmente a segurança em todo o país e o ministério do Interior confirmou que estão a ser efetuados “controlos preventivos”, designadamente em portagens de autoestradas, estações de comboio e de metro e em entradas de algumas cidades.

Alguns homens, suspeitos de pretenderem causar distúrbios, foram detidos de manhã cedo e foram impedidos de se manifestar designadamente nos arredores da cidade de Bourges, no centro geográfico do hexágono francês para onde foi convocada pela primeira vez uma manifestação deste tipo, e igualmente em Paris.

O Governo não quer ver repetidos os níveis de violência de sábado passado (e de outros anteriores) e ameaçou claramente com a repressão tanto pela voz do primeiro-ministro, Édouard Philippe, como do ministro do Interior, Cristophe Castaner. Este disse ontem que mesmo os manifestantes pacíficos podem ser acusados de serem “cúmplices das violências” que se verificarem.

O ministério do Interior disse ter informações de que "casseurs" (vândalos) pretendem infiltrar-se nas manifestações e "atacar as instituições".

Cerca de 80 mil polícias, gendarmes e outros agentes foram destacados para garantir a segurança em toda França.

Comerciantes de diversas cidades, incluindo Bourges e Paris, fecharam e barricaram os seus negócios, seguindo os conselhos das autoridades.

Em Paris, várias estações de metro e diversas zonas centrais da cidade foram fechadas ao trânsito. A zona da avenida dos Campos Elísios (e seus acessos) estava totalmente ocupada pela forças da ordem já às 8h (7h em Lisboa)