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EUA vão trabalhar para “expulsar todas as últimas botas iranianas” da Síria, promete Pompeo

Mike Pompeo

Jahi Chikwendiu/The Washington Post/Getty Images

“Onde a América recua, segue-se o caos. Não vamos abrandar a nossa campanha para travar a influência e as ações malévolas do Irão contra esta região e o mundo”, disse ainda o secretário de Estado norte-americano no Egito. O MNE iraniano já respondeu: “Sempre que e onde quer que os EUA interfiram, seguem-se o caos, a repressão e o ressentimento”

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse esta quinta-feira que os EUA vão trabalhar com os seus aliados para “expulsar todas as últimas botas iranianas” da Síria. Não haverá ajuda americana à reconstrução de áreas controladas pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, até o Irão e os seus representantes saírem, alertou.

Falando no Cairo, uma das paragens do seu périplo pelo Médio Oriente, Pompeo acrescentou: “A América não recuará até que a luta contra o terrorismo termine. Trabalharemos incansavelmente do vosso lado para derrotar o [autoproclamado] Estado Islâmico, a Al-Qaeda e outros jiadistas que ameaçam a nossa segurança e a vossa.” Os Estados Unidos são “uma força do bem” no Médio Oriente e “onde a América recua, segue-se o caos”, sublinhou.

O Irão e a Rússia têm apoiado o Governo de Assad na guerra civil síria, fornecendo armas, conselheiros militares e tropas de combate. Os EUA consideram o Irão uma força desestabilizadora no Médio Oriente. “Não vamos abrandar a nossa campanha para travar a influência e as ações malévolas do Irão contra esta região e o mundo”, prometeu Pompeo.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Javad Zarif, reagiu no Twitter às declarações do secretário de Estado norte-americano.

“Sempre que e onde quer que os EUA interfiram, seguem-se o caos, a repressão e o ressentimento”, escreveu.

No seu discurso, Pompeo também atacou o anterior Presidente dos EUA, sem, no entanto, dizer o nome de Barack Obama. Referindo-se a um discurso de Obama, em 2009, o secretário de Estado disse: “Nesta mesma cidade, um outro americano esteve diante de vocês. Ele disse-vos que o terrorismo radical islâmico não deriva da ideologia. Ele disse-vos que os Estados Unidos e o mundo islâmico precisavam de ‘um novo começo’. Os resultados desses julgamentos errados têm sido terríveis.”

A 19 de dezembro, o Presidente Donald Trump disse que o Daesh tinha sido derrotado na Síria e anunciou a retirada de dois mil soldados americanos do país. Nos últimos dias, a Administração tem dado sinais de que a retirada não será tão rápida como inicialmente previsto.