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Bruxelas está a refletir sobre “garantias adicionais” pedidas por May

WPA Pool/Getty

A primeira-ministra britânica procura clarificações sobre o mecanismo de salvaguarda desenhado para evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, de modo a conseguir que o Parlamento britânico vote favoravelmente o acordo

A Comissão Europeia está a refletir sobre como dar à primeira-ministra britânica, Theresa May, garantias adicionais sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), revelou esta sexta-feira a porta-voz do executivo comunitário.

"O presidente Juncker falou por telefone na sexta-feira com a primeira-ministra May, a seu pedido, para tentar perceber como podemos ajudá-la. Neste momento, estamos a refletir sobre como poderemos fazê-lo e informar-vos-emos quando chegarmos a uma conclusão, o que ainda não aconteceu", declarou Mina Andreeva.

A porta-voz, que falava na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, indicou ainda que Jean-Claude Juncker acordou manter o contacto com a líder do Governo britânico ao longo desta semana, "que ainda não acabou".
"[A reflexão sobre as garantias adicionais] é um processo em curso, não quero colocar qualquer prazo para haver um anúncio", argumentou.

Theresa May dialogou na última semana com alguns dos líderes dos 27 na tentativa de alcançar garantias políticas e legais adicionais sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A primeira-ministra britânica procura, em concreto, clarificações sobre o mecanismo de salvaguarda desenhado para evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, de modo a conseguir que o Parlamento britânico vote favoravelmente o acordo.

Os seus parceiros europeus, assim como o presidente da Comissão Europeia, e o do Conselho Europeu, Donald Tusk, têm, no entanto, repetido insistentemente que não vão reabrir as negociações do acordo, que é "o melhor e único possível".

O texto será votado na Câmara dos Comuns em 15 de janeiro, depois de May ter decidido adiá-la em dezembro, com vista a evitar um previsível 'chumbo' do acordo do 'Brexit'.

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