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Governo britânico afasta qualquer adiamento da saída da UE

Thierry Monasse/Getty Images

O Reino Unido pode pedir um prolongamento, mas os outros 27 Estados-membros têm de estar de acordo

O secretário de Estado britânico para o 'Brexit', Martin Callanan, afastou hoje qualquer hipótese de adiar a saída do país da União Europeia (UE), prevista para 29 de março.

"O artigo 50.º não vai ser prolongado. Vamos sair da UE a 29 de março deste ano, porque é isso que diz o artigo 50.º, foi isso que o Parlamento aprovou e é isso que diz a legislação britânica", disse Callanan a jornalistas à chegada a uma reunião de ministros dos Assuntos Europeus em Bruxelas.

O secretário de Estado respondia a uma pergunta sobre um prolongamento do período de dois anos de negociações após a ativação do artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que segundo o diário The Telegraph está a ser avaliado por Londres para evitar uma saída desordenada.

O Reino Unido pode pedir um prolongamento, mas os outros 27 Estados-membros têm de estar de acordo.

Até ao momento, os dirigentes europeus têm considerado não haver uma razão que justifique um prolongamento, como um segundo referendo sobre o 'Brexit', o que é rejeitado pelo executivo de Theresa May.

O acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) vai ser votado na terça-feira dia 15 de janeiro na Câmara dos Comuns, depois de uma primeira data, 11 de dezembro, ter sido adiada por May dado o risco de chumbo por uma "margem significativa".

A primeira-ministra britânica tem multiplicado os contactos com os dirigentes europeus na tentativa de obter garantias que lhe permitam convencer os deputados a aprovar o acordo.

França reiterou hoje que a UE apenas pode dar garantias políticas e que as negociações estão concluídas.

"Precisamos da ratificação do acordo de saída. Esta é a melhor solução para ambas as partes", disse hoje em Bruxelas a ministra dos Assuntos Europeus de França, Nathalie Loiseau, acrescentando que a UE apenas pode dar garantias políticas: "Não há nada mais que possamos fazer".

Questionada sobre um adiamento da saída, Loiseau afirmou que "isso não foi pedido pelas autoridades britânicas" e acrescentou: "Não trabalho com hipóteses. A situação já é suficientemente complexa".