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Síria. Exôdo no último reduto do Daesh no leste

LOUAI BESHARA/Getty

As Forças Democráticas Sírias (FDS) lançaram em setembro uma ofensiva contra um bastião do Daesh na província de Deir Ezzor, perto da fronteira iraquiana, com o apoio da coligação internacional anti-jihadista conduzida pelos Estados Unidos

Mais de 11.000 pessoas fugiram nas duas últimas semanas do último reduto do Daesh no leste da Síria, indicou esta quinta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) precisando tratar-se sobretudo de famílias dos 'jihadistas' em fuga da ofensiva da coligação árabe-curda.

As Forças Democráticas Sírias (FDS) lançaram em setembro uma ofensiva contra um bastião do Daesh na província de Deir Ezzor, perto da fronteira iraquiana, com o apoio da coligação internacional anti-jihadista conduzida pelos Estados Unidos.

A 14 de dezembro, os combatentes tomaram Hajine, a maior localidade do bastião, segundo o Observatório. Os jihadistas encontram-se ainda nas localidades próximas de Soussa e al-Chaafa, assim como em algumas pequenas aldeias. Desde a tomada de Hajine, cada vez mais pessoas fugiram do setor, segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

"As duas últimas semanas foram marcadas pelo êxodo mais importante, com a fuga de 11.500 pessoas", precisou, sublinhando que "a maioria dos deslocados são familiares dos membros do Daesh". No total, 15.000 pessoas abandonaram o reduto do grupo extremista desde setembro, segundo a mesma fonte. As FDS detiveram cerca de 700 combatentes do Daesh infiltrados entre os deslocados, de acordo com o Observatório.
Os deslocados são transportados pelas FDS para um campo petrolífero transformado em base militar, onde é controlada a sua identidade e os civis são depois transferidos para campos, enquanto os combatentes são detidos.

Além do reduto de Hajine, os jihadistas do Daesh encontram-se também num setor do deserto sírio que se estende do centro do país à província de Deir Ezzor e onde ocorrem confrontos esporádicos com as forças do regime sírio.