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Alemanha equaciona contratar cidadãos europeus para as suas forças armadas. Mas não é para combater

picture alliance/Getty

Governo alemão já abordou o tema com os restantes parceiros europeus e a maioria reagiu “com cautela”

O serviço militar obrigatório na Alemanha deixou de o ser há mais de sete anos mas agora o inspector-geral do Exército diz que a falta de pessoal especializado pode levar o país a contratar funcionários de outros países europeus.

“As forças militares têm que olhar em todas as direções porque estamos a passar uma fase em que falta pessoal qualificado”, disse o general Eberhard Zorn, citado pela BBC e oferecendo as posições de médico ou engenheiro informático como exemplos do tipo de profissões que o Exército alemão poderá vir a contratar fora do país.

Zorn considera que “logicamente” o Exército “precisa de pessoas” e que é preciso um “grande esforço” por parte das chefias militares para “criar uma nova geração com capacidades” mas deixou de lado a opção de que cidadãos europeus pudessem vir a integrar as forças de combate, deixando apenas aberta a porta a contratações “em campos muito específicos”. O mesmo jornal escreve que o governo alemão já abordou o tema com os restantes parceiros europeus e que a maioria teria reagido “com cautela”, principalmente os países no Leste da Europa.

A Alemanha tem um dos mais baixos orçamentos da Europa Ocidental dedicados à defesa, atrás de países como a Bulgária, a Croácia ou a Suécia. Representa apenas 1,2% do PIB neste momento - apesar de haver planos para o elevar até perto dos 1,5% até 2025. É para esse mesmo ano que está previsto o aumento de pessoal: mais 21 mil pessoas devem entrar nas fileiras no Exército, espera o governo.

Ursula von der Leyen, ministra da Defesa, disse esta quinta-feira que há 182 mil soldados no Exército e que haverá mais 6.500 nos próximos dois anos. A ministra acrescentou que, neste momento, 12% da força militar é composta por mulheres e que uma em cada três pessoas candidatas a um lugar no Exército é mulher.