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Pelo menos 42 tuaregues mortos no Mali por alegado grupo 'jihadista'

Getty Images

As vítimas mortais, entre os quais estão oito crianças, pertenciam ao grupo MSA, de Moussa Ag Acharatoumane, que tem combatido militantes associados ao grupo Estado Islâmico, ativo na região

Pelo menos 42 pessoas morreram no leste do Mali, na região de Menaka, onde estão presentes vários campos de nómadas tuaregues, durante uma série de ataques que líderes locais atribuem a um grupo de 'jihadistas'.

Moussa Ag Acharatoumane, um representante de um grupo tuaregue, disse à agência Associated Press que os ataques aconteceram na terça e quarta-feira e que os 'jihadistas' ter-se-ão deslocado em motas para concretizar o ataque.

As vítimas mortais, entre os quais estão oito crianças, pertenciam ao grupo MSA, de Moussa Ag Acharatoumane, que tem combatido militantes associados ao grupo Estado Islâmico, ativo na região.

Em setembro, um ataque semelhante levou à morte de pelo menos 25 civis tuaregues, na fronteira entre o Mali e o Níger. Durante o dia de hoje, as autoridades malianas anunciaram a detenção de quatro homens acusados de planear ataques em várias capitais da África Ocidental.

De acordo com os Serviços de Inteligência do Mali, os detidos "estavam a preparar ataques em alvos sensíveis" nas cidades de Abidjan, na Costa do Marfim, Bamako, no Mali, e Ouagadougou, no Burkina Faso. Segundo as declarações, os detidos estão relacionados com uma série de ataques coordenados em Ouagadougou, que no passado mês de março matou 16 pessoas, e o grupo que integram representa uma "operação de recrutamento".

Uma investigação dos Serviços de Inteligência do Mali associou os quatro homens ao rapto de uma freira colombiana em fevereiro de 2017.
Em outubro, o Governo maliano prolongou por mais um ano o estado de emergência no país, em vigor quase ininterruptamente desde a ocorrência de um atentado contra um hotel na capital em novembro de 2015.

A decisão surgiu dois meses depois da reeleição do Presidente, Ibrahim Boubacar Keita (também conhecido como IBK). Durante a campanha, IBK considerou a "segurança" do Mali como prioritária no seu segundo mandato. Desde o primeiro trimestre de 2012 que o norte do Mali foi tomado por grupos 'jihadistas' ligados à Al-Qaida, depois da derrota do exército maliano numa rebelião dominada inicialmente pelos tuaregues.
Os 'jihadistas' foram em grande parte expulsos ou dispersos após o lançamento, em janeiro de 2013, por iniciativa de França, de uma intervenção militar, ainda está em andamento.

Áreas inteiras estão fora do controlo das forças do Mali, da França e das Nações Unidas, regularmente alvo de ataques mortais, apesar da assinatura, em 2015, de um acordo de paz, supostamente com o objetivo de isolar os 'jihadistas'. Desde 2015, esses ataques espalharam-se para o centro e sul do Mali e o fenómeno está a atingir vários países vizinhos, como o Burkina Faso e o Níger.