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Procuradoria dos EUA pede pena de prisão para antigo advogado de Donald Trump

Michael Cohen

Yana Paskova/Getty

Num documento, a procuradoria sublinha que é necessária “uma pena de prisão substancial” e que o seu pedido corresponde “à extensa e deliberada conduta geral de Cohen”. Os procuradores disseram que embora Cohen tenha cooperado na investigação, o advogado merece passar um tempo na prisão

A procuradoria de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, pediu nesta sexta-feira uma pena entre 51 e 63 meses de prisão para Michael Cohen, antigo advogado do Presidente, norte-americano, Donald Trump, acusado de ter feito "deliberadamente" declarações "falsas". As supostas declarações falsas relacionam-se com as negociações de uma potencial Torre Trump em Moscovo, na Rússia, que acabou por não se construir.

Num documento, a procuradoria sublinha que é necessária "uma pena de prisão substancial" e que o seu pedido corresponde "à extensa e deliberada conduta geral de Cohen". Os procuradores disseram que embora Cohen tenha cooperado na investigação, o advogado merece passar um tempo na prisão.

Cohen "forneceu informações", mas de forma exagerada nalguns aspetos e incompleta noutros, disseram os procuradores. Acrescentaram que o advogado deu aos procuradores uma "descrição detalhada" do seu envolvimento, bem como o envolvimento de outros, nos esforços durante a campanha presidencial de 2016 para concluir um acordo para construir uma Torre Trump em Moscovo.

Michael Cohen já se declarou culpado de oito acusações criminais, incluindo evasão fiscal e violação de regras de financiamento da campanha de Trump, que ele dirigiu. Na passada semana, Cohen acrescentou outra confissão, dizendo que mentiu ao Congresso sobre os negócios de Trump na Rússia. Trump disse que Cohen inventa "histórias" para reduzir a pena.

No final de novembro, o antigo homem de confiança de Donald Trump confessou-se culpado de mentir ao Congresso dos EUA no processo de investigação da alegada interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

Michael Cohen apresentou-se no dia 29 num tribunal em Nova Iorque, confessando que fez declarações falsas ao comité de inteligência do Senado sobre um negócio envolvendo propriedades de Donald Trump, na Rússia. Cohen justificou as suas mentiras sobre o negócio na Rússia dizendo que o fez para ser consistente com "a mensagem política" de Donald Trump.

A confissão faz parte de um acordo judicial que Michael Cohen prepara com o procurador especial, Robert Mueller, no âmbito das investigações de alegada interferência russa durante as eleições presidenciais de 2016.

Michael Cohen foi advogado e conselheiro de Donald Trump durante mais de uma década e é considerado uma das mais importantes figuras neste processo de investigação, juntamente com Paul Manafort, antigo diretor de campanha de Trump, que também fez um acordo de confissão com Robert Mueller.