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Neonazi que atropelou mortalmente mulher em Charlottesville foi condenado

Heather Heyer não resistiu aos ferimentos depois de um neonazi ter abalroado dezenas de contramanifestantes em Charlottesville

Chip Somodevilla

Júri considerou que James Alex Fields Jr. agiu de forma premeditada ao atropelar um grupo de manifestantes. Agora ainda vai ser julgado no tribunal federal pelos crimes de ódio, havendo a possibilidade de ser condenado a pena de morte

James Alex Fields Jr., de 21 anos, foi considerado culpado do crime de homicídio em primeiro grau. O homem que se define como neonazi foi esta sexta-feira condenado pelo homicídio de uma mulher que atropelou em agosto de 2017 quando conduziu o seu carro contra uma multidão de manifestantes em Charlottesville, no estado norte-americano da Virgínia.

Após mais de sete horas de deliberação, o júri considerou que Fields planeou o atropelamento que viria a causar a morte de Heather Heyer, 32 anos, que estava integrada num grupo de pessoas que protestava contra uma manifestação da supremacia branca. Agora, Fields ainda vai ter de ser julgado num tribunal federal pelos crimes de ódio, sendo que neste caso pode mesmo ser condenado à morte.

A manifestação foi uma das maiores do género na América em décadas. Dezenas de pessoas ficaram feridas na violência que irrompeu entre os supremacistas brancos e os contramanifestantes. A marcha “Unite the Right” foi organizada para protestar contra os planos de remover a estátua do general Robert E. Lee que lutou pela Confederação pró-escravatura durante a guerra civil dos EUA, que decorreu entre 1861 e 1865.

A procuradora Nina Antony disse que as provas fotográficas e de vídeo mostram que as ações de James foram premeditadas e não motivadas pela autoproteção, como a sua defesa argumenta.

O advogado de defesa John Hill referiu que a manifestação e o contraprotesto tinham resultado em confrontos com algumas pessoas munidas de armas de fogo. Depois de o seu cliente ser detido, ele expressou remorso e disse à polícia que “temia pela sua segurança e que estava a morrer de medo”, sublinhou ainda.