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Annegret Kramp-Karrenbauer substitui Merkel na liderança dos democratas-cristãos alemães

CLEMENS BILAN/EPA

A ex-ministra-presidente do Sarre e secretária-geral da CDU desde fevereiro foi eleita esta sexta-feira no Congresso do partido em Hamburgo por 1001 delegados. AKK, como também é conhecida, liderou as intenções de voto até à eleição

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

A linha política que Angela Merkel defendeu para os democratas-cristãos tem a partir de hoje futuro assegurado com a eleição de Annegret Kramp-Karrenbauer para líder da CDU.

Apesar de nos últimos tempos a candidata a líder e secretária-geral da CDU ter afirmado algumas divergências com a atual chanceler, AKK defende uma continuidade virada para o futuro, uma política onde os democratas-cristãos voltem a responder às necessidades dos alemães e que desenvolva setores cujo desenvolvimento tarda.

No final do discurso, AKK defendeu que o partido será sempre mais importante do que o seu líder e que o momento presente é de charneira para todos, candidatos, militantes e cidadãos, o momento de determinar o futuro a nível comunal, nacional e europeu.

"Obrigada do coração, Angela!", disse AKK durante o seu discurso no congresso, durante o qual defendeu uma CDU a marcar a agenda política do futuro alemão e referiu as eleições europeias de maio próximo como a grande tarefa do partido para 2019.

AKK foi eleita com maioria absoluta, 517 votos em 999 delegados.

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  • Sai Merkel, entra... A eleição desta sexta-feira é uma estreia em mais de meio século

    Mil e um delegados escolhem esta sexta-feira o novo líder dos democratas-cristãos, no 31º congresso do partido, em Hamburgo. Após quase duas décadas de orientação ditada por Angela Merkel, a CDU vai poder optar entre uma via mais radical - defendida, à sua maneira, pelos candidatos Friedrich Merz e Jens Spahn - ou manter o ADN da continuidade, com Annegret Kramp-Karrenbauer. Nenhum destes nomes lhe sugere grande coisa? Há 18 anos também ninguém apostava alto na escolha do chanceler Helmut Kohl, a “sua menina” Merkel