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Internacional

Pesado reforço policial em França na antecipação de mais um fim de semana de protestos

STEPHANE DE SAKUTIN/Getty

Serão mais 65 mil agentes na rua, de todas as forças polícias. Os protestos dos “coletes amarelos” ameaçam tomar França de novo para mais um fim de semana de distúrbios, isto apesar de o governo francês ter concordado em não aumentar os combustíveis. Seguem-se agora as exigências de outros grupos sociais como os estudantes ou os pensionistas

As ruas de França vão ter mais 65 mil polícias este sábado do que aquilo que seria normal já que o medo de que novos protestos possam causar o caos que se verificou no fim de semana passado não se dissipou totalmente.

Há novas manifestações previstas para sábado, apesar de o governo de Emmanuel Macron, presidente de França, ter concordado em retirar do orçamento para 2019 uma taxa que iria tornar os combustíveis mais caros.

Esta quinta-feira, escreve a agência Associated Press, vários sindicatos da polícia estiveram reunidos com autoridades locais para definir uma estratégia para os protestos programados para este fim de semana. É que o aparente recuo do governo nesta questão não afasta outras preocupações da agenda dos franceses: os estudantes, por exemplo, estiveram envolvidos em confrontos com a polícia esta quinta-feira pedindo a revisão das novas regras de acesso à universidade e o fim dos custos administrativos.

O problema do protesto dos “coletes amarelos”, assim conhecido por os seus promotores terem começado por usar este tipo de coletes refletores nas manifestações, é o de que não tem uma liderança conhecida e há suspeitas de que se possa deixar contaminar por radicais de esquerda e direita.

Estes tumultos colocaram - e continuam a colocar - a presidência de Macron em causa e o facto de o Presidente não aparecer em público a falar do assunto tem prejudicado a sua popularidade.

Algumas lojas do centro do Paris deverão estar fechadas este fim de semana para não sofrerem os danos de uma manifestação potencialmente violenta. O Ministério Público já abriu uma investigação aos incidentes do fim de semana passado, que provocaram a destruição de alguns restaurantes e mesmo partes de monumentos históricos como o Arco do Triunfo. O alegado exagero da força policial sobre os manifestantes também está a ser analisado.