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Netanyahu apela a países estrangeiros para sancionarem Hezbollah

SEBASTIAN SCHEINER/Getty

Primeiro-ministro israelita diz que o Hezbollah, como o movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, age por conta do seu protetor, o Irão

O primeiro-ministro israelita levou esta quinta-feira embaixadores em Israel à fronteira entre o seu país e o Líbano para lhes mostrar os túneis do Hezbollah, pedindo-lhes que sancionem o movimento xiita libanês inimigo do Estado hebreu.

"Disse aos embaixadores que eles deviam condenar sem equívocos esta agressão pelo Irão, o Hezbollah e o Hamas e intensificarem as sanções contra eles", declarou Benjamin Netanyahu num comunicado.

Israel anunciou na terça-feira ter descoberto túneis do Hezbollah que entravam no seu território a partir do Líbano e lançou uma operação para os destruir.

Na quarta-feira, Benjamin Netanyahu pediu por telefone ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para a ONU condenar a "violação da soberania israelita" pelo Hezbollah, indicaram os serviços do primeiro-ministro israelita na rede social Twitter.

Netanyahu disse esta quinta-feira que o Hezbollah, como o movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, agem por conta do seu protetor, o Irão.

"Quem quer que nos ataque verá correr o seu sangue", disse, adiantando: "o Hezbollah sabe-o e o Hamas também o sabe".
A chefe da oposição israelita Tzipi Livni acusou na quarta-feira Netanyahu de dramatizar com objetivos políticos a descoberta pelo exército de túneis do Hezbollah para intrusões em Israel.

Tzipi Livni, que era ministra dos Negócios Estrangeiros durante a guerra de 2006 contra o Hezbollah, declarou à rádio pública israelita que, embora ela e o resto da oposição se congratulem pela descoberta dos túneis e a sua destruição, as "proporções (do incidente) devem ser tidas em conta".

"Não estamos numa situação em que os nossos soldados estão atrás das linhas inimigas", disse, acusando Netanyahu de ter "exagerado as proporções do incidente".

Segundo o exército, os túneis ainda não estavam operacionais.
Netanyahu esteve na televisão na noite de terça-feira, ao lado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Gadi Eisenkot, para explicar a ameaça.

Tzipi Livni considerou que Netanyahu quis fazer esquecer as críticas dos habitantes do sul de Israel que afirmam que ele não conseguiu erradicar a ameaça dos tiros de 'rockets' sobre as suas localidades a partir da Faixa de Gaza.

"Foi a razão pela qual transformou um acontecimento de engenharia defensiva numa operação militar dramática", disse.

Num contacto telefónico com jornalistas estrangeiros, Livni considerou depois que a comunidade internacional devia exercer mais pressão sobre o Líbano em relação às atividades do Hezbollah.