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Boris Johnson pede desculpa por não ter declarado rendimentos

TOLGA AKMEN/AFP/Getty Images

Ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico admite não ter declarado a tempo mais de 58 mil euros de rendimentos obtidos com livros e colunas de opinião em jornais

Boris Johnson pediu desculpa por não ter declarado no prazo previsto mais de 52 mil libras (58 mil euros) de rendimentos obtidos com livros e colunas de opinião em jornais. Numa carta enviada ao Parlamento em outubro, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) britânico admitiu que cometeu esse erro “inadvertidamente” nove vezes ao longo dos últimos 12 meses.

Esta missiva surge depois de um alerta da comissária Parlamentar da Câmara dos Comuns, Kathryn Stone, que constatou num relatório que o ex-MNE britânico ignorou somas de dinheiro – que correspondem a cerca de 70% do salário dos parlamentares – que “poderiam ser razoavelmente consideradas imprevisíveis”, como royalties dos vários livros que Boris Johnson escreveu e que são vendidos em França, Hungria, Bulgária, República Checa e EUA, refere a BBC.

Só a coluna habitual que o antigo governante escreve para o “Daily Telegraph” rendeu-lhe 23 mil libras (25 mil euros) por mês, rendimento que não foi declarado pelo próprio no ano passado.

Kathryn Stone sublinhou que as sucessivas vezes que esse episódio aconteceu sugerem “falta de atenção às regras da Câmara dos Comuns em consciência” e não são “erros inadvertidos”, cabendo aos parlamentares assumirem as suas responsabilidades.

A comissária parlamentar adiantou ainda que foram colocadas em prática “medidas eficazes para garantir que no futuro “não haja mais violações das regras” do Parlamento.

As regras da Câmara dos Comuns preveem que os parlamentares possam auferir mais rendimentos fora da esfera do Parlamento desde que os responsáveis sejam notificados num período de 28 dias – prazo que não foi respeitado por Boris Johnson nos últimos 12 meses.

Foi no passado dia 9 de julho que o então MNE britânico anunciou a sua demissão do cargo, manifestando-se contra os planos de Theresa May para o Brexit, poucas horas depois de o ministro com a pasta do Brexit, David Davis, ter saído do Governo. Boris Johnson chegou a defender a realização de um novo referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.