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Macron e coletes amarelos concordam agora que acordo de Paris é mau, diz Trump

BENOIT TESSIER/REUTERS

As concessões do Governo francês, que suspendeu “por seis meses” o aumento da tributação dos combustíveis, dão razão a Trump quando este decidiu abandonar o acordo sobre as alterações climáticas. Quem o diz é o próprio Trump, que retweetou um vídeo em Paris que alegadamente o apoiava. Afinal, o vídeo é de Londres e já tem alguns meses

Os coletes amarelos, que têm provocado distúrbios em França e já levaram a um recuo do Governo, não deixam o Presidente dos EUA, Donald Trump, indiferente. As concessões do Executivo francês, que, face aos protestos, suspendeu “por seis meses” o aumento da tributação dos combustíveis, dão-lhe razão quando decidiu abandonar o acordo de Paris sobre as alterações climáticas, defende Trump.

“Estou feliz que o meu amigo Emmanuel Macron e os manifestantes em Paris tenham concordado com a conclusão a que eu cheguei há dois anos. O Acordo de Paris está fatalmente errado porque sobe o preço da energia para os países responsáveis, enquanto branqueia alguns dos piores poluidores do mundo”, escreveu no Twitter.

Num segundo tweet, Trump acrescentou: “Eu quero ar limpo e água limpa e tenho feito grandes progressos para melhorar o ambiente nos EUA. Mas os contribuintes americanos – e os trabalhadores americanos – não devem pagar para limpar a poluição dos outros países.”

Poucas horas antes, Trump já tinha abordado a questão dos coletes amarelos, ainda que indiretamente, ao republicar o tweet de um comentador conservador Charlie Kirk, fundador e presidente da organização Turning Point USA, para quem França está a ser abalada por tumultos “por causa de impostos dos radicais de esquerda sobre os combustíveis”.

“Os media quase não falam do assunto. A América prospera, a Europa arde. Querem esconder a revolta da classe média contra o marxismo cultural. ‘Queremos Trump’ está a ser cantado nas ruas de Paris”, escreveu Kirk na segunda-feira numa mensagem retweetada depois pelo Presidente.

De acordo com uma verificação dos factos feita pela agência de notícias France Presse, Kirk baseou-se num vídeo colocado no Twitter a 2 de dezembro e republicado milhares de vezes. O vídeo, que era apresentado como tendo sido filmado em França, é, na verdade, de Londres e data provavelmente de junho.