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Internacional

Dois capacetes azuis desaparecidos em meados de novembro procurados pela ONU

PACOME PABANDJI/AFP/Getty Images

Os soldados desaparecidos participaram numa operação militar conjunta

A Missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo (RDC) anunciou esta quarta-feira que está à procura de dois capacetes azuis desaparecidos desde os combates de novembro, na região de Beni, leste do país.

"A prioridade da missão é encontrar os últimos dois soldados desaparecidos e foram deixados folhetos nos últimos dias na floresta para ajudá-los a alcançar a sua rota", referiu Florence Marchal, porta-voz da Missão, numa conferência de imprensa em Kinshasa, capital da RDC.

Os soldados desaparecidos participaram em novembro numa operação militar conjunta liderada pela força da Missão das Nações Unidas no Congo (MONUSCO) e militares congoleses contra rebeldes muçulmanos ugandenses das Forças Democráticas Aliadas (ADF) na região de Beni, na província de Kivu do Norte.

"Do lado da Monusco, quatro soldados foram dados como desaparecidos, mas, até ao momento, dois foram encontrados sãos e salvos", disse Marchal.

"O último balanço indicava sete mortos, 13 feridos e dois desaparecidos" entre os capacetes azuis, apontou Marchal, referindo-se aos confrontos ocorridos em 14 de novembro.

Segundo o porta-voz da Missão, a operação militar conjunta contra a ADF continua na região de Beni, que nas últimas semanas não foi alvo de ataques rebeldes.

Desde o final de 2014, a região de Beni vive com medo dos assassínios atribuídos à ADF e que provocaram centenas de mortos. Este grupo armado é responsável pela morte de 15 capacetes azuis da Tanzânia, em dezembro do ano passado, na mesma região.

Presente na RDC desde 1995 e historicamente opositor ao Presidente ugandês, Yoweri Museveni, o grupo armado ADF hoje não tem reivindicações nem líder exibido.