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Presidente da Ucrânia pede proteção à NATO na sequência de confronto naval com a Rússia

TASS/Getty Images

“Não podemos aceitar esta política agressiva da Rússia. Primeiro foi a Crimeia, depois o leste da Ucrânia, agora ele quer o Mar de Azov. A Alemanha também tem de se perguntar: o que fará Putin se não o pararmos?”, disse Petro Poroshenko em entrevista ao jornal alemão “Bild”. A Aliança Atlântica e a UE instaram Moscovo a libertar navios e tripulantes ucranianos

O Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pede à NATO que envie navios para o Mar de Azov na sequência do confronto naval com a Rússia ao largo da Crimeia. Em entrevista ao jornal alemão “Bild”, publicada esta quinta-feira, Poroshenko disse esperar que os navios da Aliança Atlântica sejam disponibilizados “para ajudar a Ucrânia e garantir a segurança”.

No domingo, autoridades russas abriram fogo contra três navios ucranianos e detiveram as embarcações e respetivas tripulações no Estreito de Kerch, entre o Mar Negro e o Mar de Azov. Na entrevista, o Presidente da Ucrânia acusou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de querer “nada menos do que ocupar o Mar de Azov”.

“A Alemanha é um dos nossos aliados mais próximos. Não podemos aceitar esta política agressiva da Rússia. Primeiro foi a Crimeia, depois o leste da Ucrânia, agora ele quer o Mar de Azov. A Alemanha também tem de se perguntar: o que fará Putin se não o pararmos?”, disse.

UE falha acordo sobre novas sanções a Moscovo

Na quarta-feira, o Presidente russo acusou Poroshenko de ter criado a “provocação” naval para aumentar os seus baixos índices de aprovação antes das eleições de março do próximo ano. Um dia após o confronto, o Presidente da Ucrânia aplicou a lei marcial nas regiões fronteiriças do país durante 30 dias.

No mesmo dia, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pediu à Rússia que libertasse os três navios e os 24 tripulantes e disse que Moscovo deveria perceber as “consequências das suas ações”. A Aliança Atlântica continuará a disponibilizar “apoio político e prático” à Ucrânia, que é um país parceiro da NATO, garantiu.

Na quarta-feira, também a União Europeia (UE) condenou veementemente as ações da Rússia mas não chegou a acordo quanto à adoção de novas sanções contra Moscovo. A Polónia pediu novas sanções, enquanto Alemanha e França sublinharam a necessidade de aliviar as tensões entre a Rússia e a Ucrânia. No seu conjunto, a UE exortou as autoridades russas a libertarem os navios e os tripulantes e a respeitarem a soberania da Ucrânia.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, fez saber que poderia cancelar o encontro marcado com Putin à margem da cimeira do G20 em Buenos Aires, que decorre esta sexta-feira e sábado.