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Internacional

Boko Haram mata quatro agricultores na Nigéria

Pessoas tentam recuperar bens numa casa incendiada durante um ataque do Boko Haram

AUDU MARTE/Getty

“Eles capturaram seis de nós enquanto os outros escapavam. Então cortaram quatro com um machete, que morreram diante dos meus olhos, enquanto uma quinta vítima está gravemente ferida”, contou à AFP o único sobrevivente do grupo, Mala Umara

Um grupo composto por membros do grupo 'jihadista' Boko Haram matou nesta segunda-feira quatro agricultores, perto de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, de acordo com testemunhas citadas pela agência France-Presse. Segundo uma das testemunhas, dezenas de islamitas armados atacaram hoje um grupo de agricultores que trabalhavam nos campos, perto de Jiddari-Polo.

"Eles capturaram seis de nós enquanto os outros escapavam. Então cortaram quatro com um machete, que morreram diante dos meus olhos, enquanto uma quinta vítima está gravemente ferida", contou à AFP o único sobrevivente do grupo, Mala Umara.

O homem de 75 anos terá sido poupado pelos 'jihadistas', que o incumbiram de transmitir a mensagem a militares na região da iminência de um ataque contra os seus postos. "Eles repetiram essa mensagem três vezes para garantir que eu entendia bem o que comunicar", explicou Umara. Um outro agricultor, Abba Muhammad, que escapou aos membros do Boko Haram, confirmou o ataque, tal como uma responsável de uma força pró-governamental de Maiduguri.

O Boko Haram tem intensificado os seus ataques contra agricultores e madeireiros, que acusam de fornecer informações ao exército sobre os movimentos do grupo 'jihadista'. O aumento de ataques do grupo também tem atingido o exército nigeriano, que nos últimos meses tem sofrido várias baixas nas suas fileiras. Desde julho, a AFP contou pelo menos 17 ataques contra bases militares, a maioria perto do lago Chade.

Pelo menos 44 soldados morreram na semana passada em Metele, no nordeste do país, segundo as forças de segurança, que rejeitam a ideia passada pelas autoridades de que os integrantes do Boko Haram estavam "tecnicamente derrotados". Mais de 27.000 pessoas morreram desde o início da revolução 'jihadista' em 2009, tendo provocado um grande número de deslocados, com cerca de 1,8 milhões de pessoas a não conseguir regressar a sua casa.