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Internacional

Mais de 230 esqueletos encontrados na maior vala comum do Sri Lanka

Ishara S.KODIKARA/AFP/Getty Images

Um tribunal ordenou que se fizessem escavações detalhadas no local depois de restos humanos terem sido encontrados por trabalhadores que cavavam fundações para um novo edifício. Cerca de 20 mil pessoas terão desaparecido durante a guerra entre tropas governamentais e rebeles tâmil, que durou 26 anos e provocou pelo menos 100 mil mortos

Uma vala comum encontrada no início deste ano na cidade de Mannar, no Sri Lanka, tornou-se a maior do país após a descoberta de mais de 230 esqueletos na antiga zona de guerra. Até agosto, tinham sido encontrados cerca de 90.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que pelo menos 20 mil pessoas desapareceram durante a guerra civil no Sri Lanka, que terminou em 2009. O conflito de 26 anos entre tropas governamentais e rebeldes separatistas tâmil provocou pelo menos 100 mil mortos.

Um tribunal ordenou que se fizessem escavações detalhadas no local depois de restos humanos terem sido encontrados por trabalhadores que cavavam fundações para a construção de um novo edifício. Ainda não se sabe quem são as vítimas ou como morreram.

Grupos de defesa dos direitos humanos responsabilizam militares e rebeldes por baixas civis

A cidade de Mannar é dominada pela minoria étnica tâmil, e líderes comunitários afirmam que centenas de pessoas da região desapareceram durante a guerra. Apesar de a cidade ter permanecido sob o controlo do exército durante o conflito, os rebeldes dominaram as áreas circundantes.

Segundo os grupos de defesa dos direitos humanos, tantos os militares como os separatistas, que foram derrotados, infligiram baixas civis generalizadas. No entanto, o Governo sempre negou que as suas forças tivessem alguma coisa a ver com a morte ou o desaparecimento de civis, enquanto o exército descarta qualquer hipótese de os soldados estarem relacionados com as valas comuns encontradas.

Depois de anos de pressão internacional, o Governo determinou a criação de um órgão independente para investigar os desaparecimentos. Esse órgão forneceu o financiamento parcial para as escavações em Mannar.