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Interpol elege sul-coreano Kim Jong-yang como novo presidente contra expectativas russas

JEAN-PHILIPPE KSIAZEK/AFP/Getty Images

Kim substitui o chinês Meng Hongwei, que desapareceu em setembro, tendo renunciado ao cargo depois de acusado de aceitar subornos. A candidatura da Coreia do Sul contou com o apoio dos Estados Unidos. O candidato da Rússia foi preterido por receio de que o Kremlin se servisse da Interpol para atacar opositores políticos

A agência internacional de polícia Interpol elegeu o sul-coreano Kim Jong-yang como o seu novo presidente. A escolha representa um golpe para os esforços da Rússia para conseguir a nomeação do seu candidato.

O nome foi escolhido pelos 194 Estados-membros da agência, numa reunião durante o seu congresso anual, no Dubai. Kim substitui o chinês Meng Hongwei, que desapareceu do seu país natal em setembro. Pequim viria a informar que Meng renunciava ao cargo depois de ter sido acusado de aceitar subornos.

Na terça-feira, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, deu o seu apoio a Kim, que já era o presidente em exercício da Interpol. “Encorajamos todas as nações e organizações que fazem parte da Interpol e que respeitam o estado de direito a escolherem um líder com integridade. Acreditamos que Kim será exatamente isso”, disse.

Candidato russo rejeitado por receio de abuso das funções para fins políticos

O candidato Alexander Prokopchuk, funcionário do Ministério russo do Interior e vice-presidente da Interpol, foi preterido por receio de alguns países de que o Kremlin se servisse das funções para atacar opositores políticos. Os críticos da candidatura lembraram os pedidos da Rússia para a Interpol lançar “avisos vermelhos”, ou mandados de captura internacional, com o objetivo de capturar opositores.

Kim cumprirá o mandato de Meng até 2020. O presidente da Interpol preside à assembleia geral, enquanto as operações quotidianas são assumidas pelo secretário-geral da organização, o alemão Jürgen Stock.

  • O mistério que não o foi mas que deixa... outro mistério

    O desaparecimento do presidente da Interpol, o chinês Meng Hongwei, na sequência de uma viagem à China, ganhou contornos de ficção. Soube-se esta segunda-feira que Hongwei é “apenas” a última das vítimas da purga anticorrupção decretada pelo regime chinês. Continua, porém, por explicar por que razão, durante a sua ausência, a mulher recebeu pelo Whatsapp, do número do marido, um emoji de uma faca