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EUA. Homem acusado de enviar pacotes armadilhados a críticos de Trump declara-se não culpado

SUZANNE CORDEIRO/ GETTY IMAGES

Cesar Sayoc foi detido em 26 de outubro em Plantation, Florida, no exterior de um parque de estacionamento. Vivia numa carrinha coberta com frases abonatórias de Trump e imagens de diversos opositores do Presidente com cruzes riscadas nas suas caras

O homem acusado de enviar pacotes armadilhados a destacados críticos do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, declarou-se esta quinta-feira não culpado das acusações que poderão implicar uma potencial condenação a prisão perpétua.

Cesar Sacoy apresentou o apelo através do seu advogado durante a sua comparência perante um tribunal federal de Manhattan.

O juiz distrital Jed Rakoff agendou a data do julgamento para 15 de julho de 2019.

Sayoc foi detido em 26 de outubro em Plantation, Florida, no exterior de um parque de estacionamento. Vivia numa carrinha coberta com frases abonatórias de Trump e imagens de diversos opositores do Presidente com cruzes riscadas nas suas caras.

As autoridades referem que enviou pacotes de explosivos improvisados para numerosos democratas, críticos de Trump e à CNN, suscitando um aumento da tensão política antes das eleições intercalares do início de novembro.

A ata de acusação, que inclui cinco crimes sobre alegado uso de armas de destruição massiva, refere que Sayoc enviou 16 explosivos improvisados por correio, para todo o país, e dirigidos às potenciais vítimas. Nenhum dos pacotes explodiu.

Um explosivo improvisado enviado à antiga candidata presidencial democrata Hillary Clinton, remetido para a região suburbana de Chappaqua, Nova Iorque, continha uma fotografia de Clinton e de membros da sua família assinalados com um “X” vermelho, referiram os procuradores.

O antigo presidente Barack Obama, o ex-vice-presidente Joe Biden, a senadora da Califórnia Kamala Harris e o senador de New Jersey Cory Booker foram outros dos visados pelos pacotes enviados por correio, além das delegações da CNN em Nova Iorque e Atlanta.