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O mistério dos morangos com agulhas pode ter sido resolvido

DANIEL LEAL-OLIVAS/ Getty Images

Uma mulher de 50 anos foi detida pelas autoridades australianas. Pode ser condenada a mais de dez anos de prisão

Oficialmente, apenas se sabe que é mulher, tem 50 anos e se chama My Ut Trinh. Este é o (curto) perfil da suspeita detida, este domingo, pelas autoridades australianas na sequência do caso da fruta infetada com agulhas. É acusada de sete crimes de contaminação de bens alimentares.

“Esta é uma investigação policial enorme e sem precedentes, com grandes complexidades envolvidas”, referiu Jon Wacker, um dos responsáveis da polícia de Queensland, citado pela AFP. “Destacámos um número significativo de recursos para garantir que os culpados são levados à Justiça”, acrescentou.

My Ut Trinh, refere a BBC, trabalhou no passado como supervisora de uma empresa produtora de morangos no norte de Brisbane.

Embora se desconheça ainda o que levou a mulher a colocar agulhas no interior dos morangos à venda nos supermercados, esta, caso seja provada a sua implicação, pode ser condenada a mais de dez anos de prisão. Esta segunda-feira é ouvida por um juiz no Tribunal de Brisbane, em Queensland.

O caso começou por assustar quando um homem chegou ao hospital com fortes dores de estômago depois de comer morangos. Afinal, tinha ingerido uma agulha. Entretanto, mais de 100 casos semelhantes foram reportados as autoridades. Os morangos foram a fruta maioritariamente contaminada, mas também foram detetadas agulhas noutras frutas.

As autoridades locais chegaram a anunciar que o Governo regional de Queensland oferecia uma recompensa de 100 mil dólares australianos (cerca de 61 mil euros) a quem tivesse informações sobre a origem do problema. O departamento de Saúde Pública emitiu um alerta no seguimento da contaminação, aconselhando os australianos a cortarem os morangos ao meio antes de os comerem.