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Violência juvenil. Ausência de ligação com a mãe é frequente em vítimas e agressores

Resultados preliminares de uma pesquisa realizada a partir de registos da polícia de Londres detetam que a falta de um relacionamento com a mãe, ou com “um adulto de confiança”, é um traço frequente tanto em vítimas como em agressores

Em matéria de violência juvenil grave, tanto as vítimas como os agressores têm um perfil em que é frequente a ausência de relacionamento com as mães ou com um adulto de confiança.

Uma pesquisa elaborada pelo conselho de Croydon, no Reino Unido, e que partiu da análise dos registos policiais de Londres, concluiu que este era um aspeto muito relevante nos casos de dezenas de jovens sujeitos a revisões de processos depois de se envolverem em atos graves de violência juvenil.

Segundo o “The Guardian”, que cita as descobertas provisórias deste estudo, em todos os casos os jovens envolvidos foram excluídos da escola e tinham antecedentes, pelo que eram conhecidos pela autoridade local.

“Nenhum desses jovens tinha - como se costuma dizer - um relacionamento com um adulto de confiança. Esqueça um pai; um avô, um tio ou uma tia, ou mesmo um vizinho, um mentor, ou um qualquer amigo da família”, disse Hamida Ali, membro do conselho, citado pelo jornal britânico.

Esta reflexão surge numa altura em que, em seis dias, cinco pessoas foram fatalmente esfaqueadas em Londres, três delas jovens com menos de 18 anos, não sendo novidade que os ataques com armas brancas são um problema grave na cidade.

Reconhecendo que é preciso aprofundar a pesquisa e discutir mais o tema - as próprias conclusões do estudo só deverão ser publicadas no final deste ano - os responsáveis pela pesquisa afirmaram que o objetivo é ajudar as autoridades a identificar mais cedo quais as crianças que provavelmente estão em risco de se envolver em violência.