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Tibetano imolou-se pelo fogo em apelo ao regresso de Dalai Lama

SANJAY BAID / EPA

Mais de 150 tibetanos imolaram-se desde fevereiro de 2009, em protestos contra o que classificam de opressão do Governo chinês. O mais recente caso conhecido envolveu um jovem de 23 anos, que gritou longa vida ao Dalai Lama antes de lançar chamas sobre si próprio

Um tibetano imolou-se pelo fogo esta semana, num apelo ao regresso do líder espiritual dos tibetanos, Dalai Lama, que vive exilado na Índia na sequência de uma frustrada rebelião contra a administração chinesa, em 1959.

Segundo a organização International Campaign for Tibet, com sede em Washington , o homem, de 23 anos, chamado Dorbe, imolou-se no passado domingo, no condado de Ngaba, uma região habitada por tibetanos, na província de Sichuan, sudoeste da China. O grupo revelou que Dorbe gritou longa vida a Dalai Lama antes de se imolar.

Mais de 150 tibetanos imolaram-se desde fevereiro de 2009, em protestos contra o que classificam de opressão do Governo Chinês, indica a International Campaign for Tibet, num comunicado.

Com cerca de três milhões de habitantes, o Tibete é uma das regiões chinesas mais vulneráveis ao separatismo, com os locais a argumentarem que o território foi durante muito tempo independente até à sua ocupação pelas tropas chinesas em 1951.

Por outro lado, Pequim considera que a região, que tem uma área equivalente ao dobro da Península Ibérica é, desde há séculos, parte do território chinês.

O líder político e espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, que Pequim acusa de ter "uma postura separatista", vive exilado na vizinha Índia, na sequência de uma frustrada rebelião contra a administração chinesa em 1959.

Seguidores do Dalai Lama, que em 1989 foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, acusam Pequim de tentar destruir a identidade religiosa e cultural do Tibete.

As autoimolações tornaram-se raras nos últimos anos e a sua verificação é quase impossível, já que a região está fechada à imprensa estrangeira.