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Internacional

Xi Jinping vai reunir-se com Trump na cimeira do G20

Thomas Peter-Pool/Getty Images

Presidente chinês e o seu homólogo americano vão reunir-se no final do mês na cimeira do G20, na Argentina, para discutirem “pontos de vista em assuntos de interesse comum”

O Presidente chinês, Xi Jinping, confirmou esta quinta-feira que se vai reunir com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, na próxima cimeira do G20, no fim deste mês, na Argentina.

"Vou reunir-me com Trump na próxima cimeira do G20 e as duas partes terão a oportunidade de partilhar em profundidade os seus pontos de vista em assuntos de interesse comum", disse esta quinta-feira Xi Jinping durante um encontro com o ex-secretário de estado norte-americano, Henry Kissinger, em Pequim.

Apesar dos recentes "altos e baixos" na relação bilateral, o Presidente chinês afirmou que os dois países têm mantido um "progresso estável" durante as últimas quatro décadas, acrescentando que é do interesse da comunidade internacional que a relação "avance na direção certa".

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, que também se reuniu com Henry Kissinger, considerou que a China e os Estados Unidos "podem e devem" resolver as tensões comerciais "de maneira adequada", ou seja, "através de um diálogo em pé de igualdade".

"A cooperação pode ser benéfica para ambas as partes e é a única opção correta para os dois países. Os interesses comuns são mais importantes do que as diferenças", disse Wang Yi.

Pequim e Washington estão envolvidos numa guerra comercial após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter imposto taxas alfandegárias sobre 250.000 milhões de dólares de importações oriundas da China. Pequim retaliou com taxas sobre bens norte-americanos.

Em causa nas disputas comerciais entre Pequim e Washington está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano "Made in China 2025", que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

Na passada terça-feira, o vice-presidente chinês, Wang Qishan, declarou em Singapura que o país está aberto a iniciar um diálogo com os Estados Unidos para chegar a um acordo "aceitável para as duas partes" em matéria comercial.