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Edward Snowden alerta que Israel comete excessos de vigilância

GETTY IMAGES

Edward Snowden, numa intervenção através de videoconferência que decorreu durante um debate em Telavive na noite de terça-feira, referiu-se ao incremento das atividades tecnológicas de Israel alertando para os graves perigos de uma vigilância que considera excessiva por parte do Estado que justifica as ações em nome da segurança

Edward Snowden, ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), denunciou os “excessos de vigilância” do governo de Israel que utiliza empresas privadas num país que afirma estar na vanguarda das tecnologias relacionadas com segurança.

Edward Snowden, numa intervenção através de videoconferência que decorreu durante um debate em Telavive na noite de terça-feira, referiu-se ao incremento das atividades tecnológicas de Israel alertando para os graves perigos de uma vigilância que considera excessiva por parte do Estado que justifica as ações em nome da segurança.

“Quando nos deixamos alarmar por um exército estamos a reorganizar a nossa sociedade reforçando o poder do Estado (…) deixamos de ser cidadãos para começarmos a ser apenas indivíduos”, avisou Snowden que continua refugiado na capital da Rússia.

Edward Snowden, 35 anos, falou também do grupo empresarial israelita NSO conhecido pelas atividades do programa Pegasus que, de acordo com especialistas independentes, está ao serviço de países que não respeitam os Direitos Humanos.

“Empresas deste tipo estão a propagar-se cada vez mais em todo o mundo”, acrescentou.

Os membros da comissão internacional de inquérito sobre o desaparecimento de 43 estudantes do México em 2014, jornalistas, ativistas de direitos humanos e advogados foram alvo de vigilância por parte do programa informático ao serviço do governo mexicano.

A empresa NSO afirma que a atividade informática serve apenas para combater o crime e o terrorismo.

Edward Snpwden, antigo agente e analista da NSA revelou em 2013 a existência de um sistema de vigilância às comunicações eletrónicas e telefónicas, a nível mundial.

Snowden foi acusado de espionagem pelos Estados Unidos e vive, por isso, exilado na Rússia.

No debate em Telavive em que participou na noite de terça-feira, organizado pela agência de relações públicas OH! Orenstein Hosehn, Snowden justificou a denuncia de 2013 afirmando que é preciso correr risco.

“O mundo é aquilo que fazemos dele”, afirmou.