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Internacional

Rússia expõe-se a novas sanções dos EUA devido a armas químicas

Anadolu Agency/Getty

“Hoje, o Departamento de Estado informou o Congresso que não estava em condições de certificar que a Rússia cumpriu as condições” previstas numa lei norte-americana de 1991 sobre armas químicas, afirmou a porta-voz da diplomacia norte-americana Heather Nauert

A Rússia não cumpriu as condições colocadas pelos Estados Unidos após o envenenamento do ex-agente duplo Sergueï Skripal no Reino Unido e expõe-se a novas sanções norte-americanas, indicou nesta terça-feira o Departamento de Estado.

"Hoje, o Departamento de Estado informou o Congresso que não estava em condições de certificar que a Rússia cumpriu as condições" previstas numa lei norte-americana de 1991 sobre armas químicas, afirmou a porta-voz da diplomacia norte-americana Heather Nauert numa declaração citada pela AFP.
Essa lei prevê novas sanções económicas, após uma primeira série de medidas punitivas impostas em agosto.

Nessa altura, a administração liderada por Donald Trump concluiu que as autoridades russas estavam envolvidas no ataque utilizando o agente químico Novitchok em território britânico e impuseram uma série de sanções a Moscovo sobre a exportação de determinados produtos tecnológicos e sobre a venda de armas à Rússia.

Com base na referida lei de 1991, Washington deu então 90 dias à Rússia para declarar que não voltaria a usar armas químicas ou biológicas, permitindo inspeções para assegurar a sua eliminação, prazo que termina hoje. Segundo a administração norte-americana, as autoridades russas não cumpriram as condições.

"O Departamento de Estado iniciou consultas com o Congresso sobre as próximas etapas", explicou Heather Nauert. "Temos a intenção de respeitar os termos da lei, que impõe a aplicação de sanções suplementares", acrescentou. Nas últimas semanas, responsáveis norte-americanos disseram que as medidas seriam "severas".