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Livreiros unem-se em protesto contra plataforma de venda de usados da Amazon

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Mais de 250 vendedores de livros em segunda mão vão retirar, durante uma semana, um milhão de títulos das estantes virtuais da AbeBooks, depois de a empresa ter anunciado que vai deixar de manter relações comerciais com livreiros de vários países, como a Rússia e a Coreia do Sul

Mais de 250 livreiros dedicados ao comércio de obras em segunda mão, oriundos de 24 países, decretaram uma espécie de ‘greve’ à Amazon, um protesto que concretizarão retirando das estantes virtuais da gigante do comércio online um total de mais de um milhão de livros.

Os títulos ficarão indisponíveis durante cerca de uma semana, anunciaram, tendo esta sido a forma escolhida para manifestarem o seu desagrado pela decisão tomada pela plataforma AbeBooks (comprada pela Amazon em 2008) de deixar ‘cair’ os vendedores de vários países. Entre os comerciantes afetados estão os da Coreia do Sul, Hungria, República Checa e Rússia.

Considerado o segundo maior canal de venda de livros em segunda mão, alguns dos quais raros e muito valiosos, a AbeBooks limitou-se a comunicar que a partir do dia 30 de novembro deixará de comercializar os produtos desses países, pedindo desculpa pelo “inconveniente”.

De todo o mundo choveram críticas, chamando os livreiros atenção para o facto de a medida pôr em causa a viabilidade do negócio desses vendedores. Mas a subsidiária da Amazon explicou à Liga Internacional de Livreiros que a decisão tomada se devia a “ter deixado de ser viável manter essas operações comerciais, devido ao aumento de custos e outras dificuldades”.

Para os vendedores afetados, como Jan e Ondrej Schick, em Praga, citados pelo “The Guardian”, perder o acesso ao mercado online através desta plataforma, implica deixar de conseguir escoar muitos dos seus livros e “seguramente, ter de despedir pelo menos cinco funcionários”.