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Expresso

Internacional

Dezassete migrantes mortos e 20 desaparecidos ao tentarem chegar à costa espanhola

Alguns dos migrantes salvos pelas autoridades espanholas são encaminhados no porto de Melilla para instalações de abrigo temporário

Salva / EPA

A bordo de pequenas embarcações, os migrantes tentavam chegar a Espanha durante uma tempestade para não serem detetados pelas forças de segurança. Treze morreram perto de Melila e quatro outros corpos foram encontrados na zona de Cádis

As autoridades espanholas revelaram esta terça-feira a morte de 17 migrantes que na segunda-feira tentaram desembarcar nas costas do país a bordo de pequenas embarcações, havendo ainda cerca de vinte desaparecidos.

Segundo a Guarda Civil espanhola (equivalente à GNR em Portugal), uma centena de outros migrantes foram salvos ao tentarem chegar a Espanha.

Treze pessoas morreram perto de Melila, um enclave espanhol no norte de África, e quatro outros corpos foram encontrados na zona de Cádis, no sudoeste da Espanha, enquanto equipas de salvamento marítimo ainda estão à procura de 17 a vinte pessoas.

Os migrantes tentavam chegar a Espanha durante uma tempestade para não serem detetados pelas forças de segurança.

Um dispositivo aéreo e marítimo foi montado na segunda-feira à noite para encontrar os desaparecidos e a busca continuou esta manhã, de acordo com um porta-voz da Guarda Civil.

Mais de 53.000 migrantes entraram em Espanha de forma irregular até 30 de outubro último, o que representa um aumento de 153 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, a grande maioria em pequenas embarcações.

De acordo com um relatório publicado na segunda-feira pelo Ministério das Assuntos Internos espanhol, nos primeiros dez meses do corrente ano foram intercetados 1775 embarcações, mais 88,6% do que no ano passado.

A maior parte dos migrantes chegaram por via marítima, com 45.541 a desembarcar nas costas do território continental espanhol ou das ilhas baleares, 1215 no arquipélago das Canárias, 572 através de Melilla (território espanhol no norte de África) e 356 de Ceuta (idem).