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Antigo chefe dos serviços secretos alemães perde novo emprego no ministério do Interior

Michele Tantussi/Getty Images

Em setembro, Hans-Georg Maassen foi afastado por alegadas ligações ao partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e por desvalorizar episódios de violência contra estrangeiros no leste do país. O ministro do Interior terá ameaçado romper a coligação se Maassen fosse despedido mas agora diz ser “impossível” uma relação de confiança

O antigo chefe dos serviços secretos alemães, Hans-Georg Maassen, que em setembro foi politicamente afastado do cargo e nomeado secretário de Estado do Interior, foi esta segunda-feira demitido do seu novo emprego. O ministro do Interior, Horst Seehofer, anunciou que pediu para Maassen ser “colocado em reforma antecipada”.

Quando perdeu o lugar de chefia das secretas, Maassen era criticado por alegadas ligações ao partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e por desvalorizar episódios de violência contra estrangeiros no leste do país, designadamente em Chemnitz.

Depois de conversações que juntaram a chanceler alemã Angela Merkel, a líder do SPD, Andrea Nahles, e o líder do partido bávaro CSU e ministro do Interior, Hörst Seehofer, Maassen foi demitido do Gabinete Federal para a Proteção da Constituição (BfV) e nomeado secretário de Estado do Interior.

Ministro que tinha dado a mão ao chefe das secretas deixa-o agora cair

Segundo fontes do SPD e também da CDU de Merkel, citadas pela imprensa alemã, Seehofer ameaçou romper a coligação se Maassen fosse despedido. Na altura, a promoção foi muito contestada por Nahles.

O mais recente afastamento surge na sequência do discurso de despedida que Maassen proferiu perante outros funcionários do BfV. Embora não publicado oficialmente, uma cópia do discurso mostra como o ex-chefe das secretas é extremamente crítico do SPD, alegando que o partido abriga “forças de esquerda radical”.

O ministro do Interior, que anteriormente se tinha posto do lado de Maassen, diz agora que o discurso torna “impossível” uma relação de confiança. “Considero inaceitável falar em elementos de ‘esquerda radical’ em partes do SPD e descrever a política de segurança e migração como ingénua e de esquerda...”, referiu.