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A queda de um mito? Tempo dedicado aos telemóveis afeta pouco o sono das crianças

Ao referir que a relação entre o tempo dedicado aos aparelhos tecnológicos e o sono é “extremamente modesta”, a conclusão do estudo do Oxford Internet Institute contraria pesquisas anteriores

O estudo pode fazer cair um dos principais argumentos usados pelos pais para limitar o período que os filhos dedicam aos aparelhos eletrónicos, mas investigadores do Oxford Internet Institute, no Reino Unido, concluiram que o tempo passado frente a tablets ou telemóveis não influencia significativamente as horas de sono.

As conclusões contradizem pesquisas anteriores, sublinha a BBC. O descanso insuficiente de muitas crianças e a sua dificuldade em dormir eram relacionados com o tempo excessivo que estas dedicam atualmente a estes aparelhos, o que, afinal, não parece confirmar-se.

Segundo o estudo agora apresentado, a relação entre um facto e outro é “extremamente modesta”.

A investigação teve por base dados obtidos em 2016, nos EUA, num inquérito sobre saúde infantil que abrangeu mais de 50.000 jovens. De acordo com as respostas avaliadas, os adolescentes que dedicaram menos tempo aos aparelhos eletrónicos dormiram apenas um pouco mais que aqueles que passaram grande parte do dia frente a um ecrã.

Mas para alguns especialistas, estas conclusões contrariam a experiência clínica.

As preocupações quanto à possibilidade de o uso intensivo de telemóveis e afins poder afetar a saúde física e mental dos mais novos são cada vez mais referidas. Um dos motivos prende-se com os potenciais efeitos da luz azul emitida por estes aparelhos, por poder atrasar a liberação da melatonina indutora do sono.

Os próprios investigadores de Oxford concordam que fazem falta mais pesquisas sobre o tema, nomeadamente pelo facto de os dados usados resultarem dos “relatos feitos pelos pais.