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Reino Unido vai pressionar Conselho de Segurança para agir sobre crime humanitária no Iémen, diz MNE inglês

Alberto Pezzali/NurPhoto/Getty Images

“Pela primeira vez, parece haver uma janela na qual ambos os lados podem ser encorajados a sentar-se à mesma mesa, parar com a matança e encontrar uma solução política, que é a única saída de longo prazo para o desastre”, afirma ministro. O secretário-geral da ONU já pediu a suspensão da violência para retirar o país do “precipício” em que se encontra

O ministro inglês dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, anunciou esta segunda-feira que o Reino Unido vai pressionar o Conselho de Segurança das Nações Unidas para agir sobre a crime humanitária no Iémen. O governante concordou com o enviado da ONU ao país, Martin Griffiths, que “chegou a hora de o Conselho atuar para reforçar o processo liderado pelas Nações Unidas”.

“Durante muito tempo no conflito do Iémen os dois lados acreditaram que uma solução militar seria possível, [o que teve] consequências catastróficas para o povo”, afirma Hunt num comunicado divulgado pelo Ministério. “Agora, pela primeira vez, parece haver uma janela na qual ambos os lados podem ser encorajados a sentar-se à mesma mesa, parar com a matança e encontrar uma solução política, que é a única saída de longo prazo para o desastre”, acrescenta.

O Reino Unido usará “toda a sua influência para pressionar no sentido desta abordagem”, refere ainda Hunt, sublinhando haver “uma oportunidade pequena, mas real, de a cessação das hostilidades poder aliviar o sofrimento do povo iemenita”.

1,8 milhões de crianças com menos de cinco anos desnutridas, 400 mil sob ameaça

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a suspensão da violência no Iémen para retirar o país do “precipício” em que se encontra e impulsionar as negociações para acabar com a guerra. De acordo com a UNICEF, 1,8 milhões de crianças iemenitas com menos de cinco anos sofrem de desnutrição aguda, e as vidas de 400 mil crianças estão sob ameaça.

O conflito, que começou em 2014, matou pelo menos 10 mil pessoas, um número que será provavelmente muito maior, e causou a pior crise humanitária do mundo.