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“Eu tento. Eu quero sempre dizer a verdade. Quando posso, digo a verdade”, revela Trump

MICHAEL REYNOLDS/EPA

Em entrevista à ABC News, o Presidente dos EUA sublinhou que o aumento da presença militar na fronteira com o México vai ajudar a impedir o que apelidou de “invasão”. Trump colocou ainda no Twitter um anúncio polémico que responsabiliza os democratas por “deixarem entrar” os criminosos. Na próxima terça-feira, vota-se para o Congresso

O Presidente dos EUA, Donald Trump, diz que tenta sempre dizer a verdade quando pode, apesar da forma como é retratado pela comunicação social. “Eu tento. Eu quero sempre dizer a verdade. Quando posso, digo a verdade”, revelou à ABC News numa entrevista divulgada esta quinta-feira. “Às vezes acontece alguma coisa mudar mas eu gosto sempre de ser sincero”, continuou.

Na entrevista com o correspondente principal da ABC na Casa Branca, Trump acrescentou que o aumento da presença militar na fronteira com o México vai ajudar a impedir o que apelidou de “invasão”, que está a chegar com a caravana de migrantes da América Central. “Temos de ter um muro de pessoas”, sublinhou, depois de anunciar que planeia enviar entre 10 mil e 15 mil soldados para a fronteira.

Na quarta-feira, o Presidente americano colocou no Twitter um anúncio de campanha polémico que responsabiliza os democratas por “deixarem entrar” os criminosos.

O vídeo mostra Luis Bracamontes, um imigrante mexicano sem documentos que matou dois agentes da polícia na Califórnia em 2014. Em seguida, mostra imagens da caravana de migrantes e coloca a pergunta: “Quem mais os democratas deixariam entrar?”

Nos últimos dias, Trump intensificou a sua retórica sobre imigração numa tentativa de reforçar a sua base de apoio, a poucos dias das eleições para o Congresso na próxima terça-feira, 6 de novembro. A forma como os eleitores votarem afetará o resto do mandato de Trump.

Neste momento, as duas câmaras do Congresso são controladas pelo Partido Republicano mas os democratas esperam recuperar a maioria na Câmara dos Representantes. Se o conseguirem, podem bloquear ou atrasar a agenda de Trump. Algumas sondagens mostram o Partido Democrata na liderança.

  • Irma tem os pés destruídos. E ainda 5.000 kms para calcorrear

    A caravana de milhares de pessoas que há mais de duas semanas se fizeram à estrada, em direção aos Estados Unidos, para fugirem da miséria, da violência e de grupos criminosos nos seus países de origem, na América Central, está a avançar pelo México, a caminho do norte. O grosso da coluna destes migrantes chegou há dias a Mapastepec, no estado mexicano de Chiapas. Um deles é a salvadorenha Irma, que, tal como a maioria dos companheiros de jornada, já percorreu a pé muitas centenas de quilómetros e cruzou várias fronteiras