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Internacional

Trump autoriza militares na fronteira a dispararem sobre migrantes

CARLOS BARRIA/ Reuters

Prometeu ainda criar grandes cidades feitas de tendas para reter todas as pessoas que atravessem a fronteira e emitir uma ordem executiva para proibir os migrantes de pedirem asilo caso tenha entrado ilegalmente no país

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que disse aos militares destacados para a fronteira com o México que se os migrantes da América Central lhes atirarem pedras, devem agir como se as pedras fossem "espingardas".

"Se alguém atirar pedras -- como fizeram no México -- [os militares] poderão disparar sobre eles, porque se lhes acertarem com uma pedra na cara...", afirmou Trump numa conferência de imprensa na Casa Branca.

Discursando sobre a imigração, Trump prometeu também emitir na próxima semana uma ordem executiva para proibir os migrantes de pedirem asilo se tiverem entrado ilegalmente nos Estados Unidos e criar grandes cidades feitas de tendas para reter todas as pessoas que atravessem a fronteira.

As leis da imigração atualmente em vigor estabelecem que os migrantes em busca de asilo podem requerê-lo independentemente da forma como chegaram ao país.

Caravanas de milhares de migrantes de diversos países da América Central estão lentamente a dirigir-se para norte, com a intenção de entrar nos Estados Unidos.

Um desses grupos envolveu-se em confrontos violentos com a polícia mexicana na fronteira do país com a Guatemala, atirando pedras.

O anúncio de Trump surge em vésperas das eleições legislativas intercalares que se realizam no próximo dia 06 de novembro, que o levaram a endurecer o seu discurso anti-imigração, com o envio de tropas para a fronteira sul do país e com ameaças de eliminar o "direito de solo", o direito consagrado na Constituição que determina que todas as crianças nascidas em território norte-americano -- mesmo que sejam filhas de imigrantes ilegais -- têm automaticamente a nacionalidade norte-americana.

O Governo Trump já informou em outubro que no próximo ano fiscal, 2019, reduzirá de 45.000 para 30.000 o número limite de refugiados -- o mais baixo desde 1980.