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Internacional

O estranho caso de Tala e Routana: as irmãs encontradas mortas com adesivos mas sem sinais de violência

Eram ambas sauditas e tinham pedido asilo nos Estados Unidos. Fora encontradas mortas, sem sinais aparententes de violência física, a mais de 250 quilómetros de onde estavam a ficar com a família. As autoridades não sabem ainda se houve crime ou se as irmãs decidiram cometer suicídio

Tala e Rotana Farea, de 16 e 22 anos, foram encontradas de frente uma para a outra, mortas, perto de um rio e a mais de 250 quilómetros do local onde estavam hospedadas, mas sem sinais de trauma. É um caso estranho que a polícia de Fairfax, na Virgínia, já está a investigar. As irmãs são ambas sauditas e a polícia diz ser ainda cedo para saber se há indícios para confirmar tratar-se de um caso homicídio ou se ambas escolheram apenas acabar com as próprias vidas.

Ambas encontradas com fita adesiva preta à volta dos tornozelos e da cintura mas, por enquanto, sabe-se apenas que tinham pedido asilo nos Estados Unidos recentemente e que tinham-se mudado para o país, com a mãe, em 2015. As autoridades também confirmaram que havia um historial de tentativas de fuga de ambas as jovens.

O consulado da Arábia Saudita disse, num comunicado citado pela BBC, que a família das jovens já tinha sido contactada e que as duas estavam de visita a Washington com um outro irmão, mas a agência de notícias Associated Press acrescentou mais detalhes à história: a polícia de Nova Iorque terá confirmado aos jornalistas da agência que as autoridades sauditas pressionaram a mãe das jovens para que a família saísse rapidamente dos Estados Unidos, depois de terem tido conhecimento que Tala e Rotana tinham pedido asilo.

Depois de publicarem os retratos de ambas, a polícia procura agora mais detalhes sobre a vida das duas jovens, que estavam no estado de Nova Iorque há pelo menos dois meses.