Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

“Os terroristas devem sair.” Rússia pede na ONU retirada de Capacetes Brancos da Síria

OMAR HAJ KADOUR/AFP/Getty Images

O apelo foi lançado durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que decorreu à porta fechada. As declarações russas terão sido fortemente criticadas pelos EUA, Reino Unido e França. Os Capacetes Brancos são os voluntários da Defesa Civil Síria, que Moscovo não reconhece como trabalhadores humanitários e diz representarem uma ameaça

A Rússia pediu esta quinta-feira a retirada dos Capacetes Brancos, como são conhecidos os voluntários da Defesa Civil Síria, de Idlib e do país por suspeitarem que eles estejam a ajudar os terroristas. Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, que decorreu à porta fechada, o representante russo terá dito: “os terroristas devem sair”, uma declaração fortemente criticada pelos EUA, Reino Unido e França.

“Não é uma boa ideia mantê-los no seio da sociedade”, afirmou o diplomata de Moscovo, segundo uma fonte que falou sob anonimato no final do encontro. “Tirem-nos das zonas onde eles se encontram, incluindo Idlib”, acrescentou, de acordo com uma outra fonte anónima.

A Rússia não reconhece os Capacetes Brancos presentes nas zonas rebeldes como trabalhadores humanitários e já antes os acusou de ligações a grupos terroristas.

Várias fontes diplomáticas disseram que Washington, Londres e Paris rejeitaram o que chamaram de “informações falsas”. “São acusações escandalosas e falsas. Os Capacetes Brancos fazem parte de organizações humanitárias e a Rússia continua a vender informações falsas”, terá dito o representante dos EUA. “Nada disto é verdade. Estas insinuações são absurdas. Parem de fazer o Conselho de Segurança perder tempo”, terá apelado o representante britânico. A reação francesa terá ido no mesmo sentido: “Desinformação! Esses civis salvam centenas de pessoas.”

Outros membros europeus do Conselho de Segurança ter-se-ão juntado às críticas, opondo-se às acusações da Rússia e sublinhando a necessidade de “proteger os trabalhadores humanitários” na Síria.