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Internacional

Dois republicanos fingem ser comunistas e fazem uma doação a um democrata

O objetivo era comprometê-lo, mas eles insistiram demasiado em obter um recibo, o que chamou as atenções

Luís M. Faria

Jornalista

Como truque, não foi dos mais sofisticados. Em plena campanha eleitoral, dois homens entraram na sede de campanha de Tom O'Holleran, um congressista democrata do Arizona, e disseram que se queriam oferecer como voluntários. Entretanto, tinham um jarro cheio de moedas que queriam doar: 39,68 dólares (34,32 euros) ao todo. Mas precisavam de um recibo.

O recibo devia ser passado em nome do Partido Comunista da Universidade do Norte do Arizona. Logo isso deve ter parecido um pouco suspeito. Mas quando os homens foram informados de que o recibo teria de ser enviado por email, a sua atitude algo brusca chamou ainda mais a atenção das pessoas com quem estavam a falar.

A diretora de campanha de O'Halleran, Lindsey Coleman, não perdeu tempo. Pouco depois foi até à sede local do Partido Republicano devolver o dinheiro. E com tanta sorte que, mal chegou, viu a sair de uma sala um dos homens que tinham estado na sede de campanha de O'Halleran. Lá ele tinha-se apresentado como José Rosales, ali era Oscar. O outro também afinal não se chamava Ahmad Sadia.

Coleman entregou pessoalmente o dinheiro a Rosales/Oscar, que o aceitou jovialmente, sem preocupação aparente com o facto de ter sido apanhado a cometer um crime. Com efeito, fazer contribuições de campanha sob identidade falsa é ilegal. E se o objetivo é comprometer o candidato que recebe a contribuição - no caso, associado-o à extrema-esquerda - ainda é mais grave. Mas parece ter uma tradição há longa na política americana.