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Internacional

Professor que casou com menina de 13 anos nunca mais vai dar aulas

Coube a um painel disciplinar oficial decidir se a carreira de Joshin Nur como professor podia continuar, depois de se ter descoberto que fora casado com uma rapariga de apenas 13 anos

Luís M. Faria

Jornalista

Um professor de liceu no Reino Unido ficou proibido de ensinar depois de se descobrir que tinha casado com uma menina de 13 anos. Joshim Nur, atualmente com 34 anos, começou a ensinar Física na Escola Náutica de Londres em 2006. Durante as férias de verão nesse ano, foi ao país natal da sua família e desposou uma menina que três dias antes nem sequer conhecia, num casamento arranjado pelas duas famílias.

O casamento foi logo consumado, e meses mais tarde, já em Londres, Nur levou a jovem a uma consulta de planeamento familiar. Ao fim de três anos os dois separaram-se, e em 2013 a mulher queixou-se do que lhe tinha acontecido. Um teste à clavícula confirmou a sua verdadeira idade.

Coube a um painel disciplinar oficial decidir se a carreira de Nur como professor podia continuar. Na declaração que apresentou, garantiu que tinha sido enganado pela família da noiva, mas os membros do painel não acreditaram. "O painel não achou plausível que o sr. Nur pudesse ter confundido uma criança de 13 anos com alguém de 18, e que essa confusão continuasse durante quatro anos".

A alegação é tanto menos credível quando se soube que, antes do casamento, a criança tinha enviado ao noivo uma carta em que referia a sua idade e o facto de frequentar o oitavo ano. Um vídeo enviado a Nur pelo seu pai e onde a menina aparecia continha a mesma informação.

Manifestando-se "especialmente preocupado" com "o facto de ele trabalhar numa escola secundária e ter interações diárias com crianças da sua idade", o painel decidiu terminar a carreira de Nur como professor - embora reconhecendo que era um profissional estimado na escola. A decisão vale para sempre e não é suscetível de recurso.

Um membro do painel justificou-a dizendo que Nur não revelara a menor noção do efeito das suas ações sobre a então criança (cujo nome não foi revelado). "No meu julgamento, a falta de percepção significa que existe algum risco de repetição deste comportamento", explicou.