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Presidente da Síria concede amnistia a desertores do Exército e a homens que evitaram serviço militar

JOSEPH EID/AFP/Getty Images

Ao abrigo da lei síria, os desertores podem ser condenados a vários anos de prisão. A amnistia concedida cobre a deserção mas não a luta contra as tropas do Governo ou a adesão a grupos rebeldes, que as autoridades sírias consideram “terroristas”. Mais de metade da população, que vivia no país no início da guerra civil, abandonou as suas casas

O Presidente da Síria, Bashar al-Assad, concedeu uma amnistia geral para os homens que abandonaram o Exército ou evitaram o serviço militar. Um decreto publicado esta terça-feira revela que a amnistia se aplica a homens “dentro e fora do país” e cobre todas as punições por deserção, segundo a Al Jazeera.

Os homens que vivem na Síria têm agora quatro meses para beneficiarem do perdão, enquanto os que se encontram fora do país têm seis meses. A medida poderá ajudar a impulsionar o regresso de refugiados, alguns dos quais não voltam por se encontrarem na lista negra. Ao abrigo da lei síria, os desertores podem ser condenados a vários anos de prisão.

A amnistia concedida cobre a deserção mas não a luta contra as tropas do Governo ou a adesão a grupos rebeles, que as autoridades sírias consideram “terroristas”.

Mais de metade da população síria abandonou as suas casas desde 2011

O conflito na Síria começou em 2011 quando uma revolta em massa contra o Executivo de Assad motivou uma repressão brutal das forças governamentais. A violência escalou para uma guerra civil que já custou a vida a meio milhão de pessoas.

Muitos soldados desertaram desde então, alguns para se juntarem aos rebeldes e outros simplesmente para escaparem aos combates. Mais de metade da população, que vivia no país há sete anos, abandonou as suas casas.