Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Macron adia remodelação do governo para depois da visita oficial à Arménia

Gonzalo Fuentes/Reuters

A demissão do ministro do Interior na semana passada aprofundou a crise política em França, mas eventuais mudanças no executivo francês vão ter de esperar

A presidência francesa anunciou que a reunião do Conselho de Ministros vai realizar-se esta quarta-feira "com o Governo atual" e que a eventual remodelação governamental aguarda pelo final da visita de Emmanuel Macron à Arménia.

O anúncio foi divulgado através de um breve comunicado do Palácio do Eliseu indicando que as mudanças no executivo só vão ocorrer após o final da visita oficial do Presidente Macron à Arménia, que termina na sexta-feira.

Mesmo assim, a nomeação do novo ministro do Interior, em substituição de Gérard Collomb, continua a ser aguardada e segundo as fontes da France Presse pode vir a ser enquadrada numa remodelação governamental mais ampla.

A demissão de Collomb na semana passada aprofundou a crise política em França porque era apontado como um dos principais aliados de Macron.

A saída foi encarada como uma consequência do caso Benalla, o antigo colaborador do chefe de Estado acusado de ter agido de forma violenta contra manifestantes, durante uma visita presidencial.

  • À segunda foi de vez. Macron aceitou demissão do ministro do Interior

    O Presidente francês pediu ao primeiro-ministro que assegure a pasta interinamente até à nomeação de um sucessor. Emmanuel Macron “considera lamentável que Gérard Collomb se tenha colocado na situação que o levou a demitir-se”. Depois dos ministros do Ambiente e do Desporto, esta é a terceira demissão ministerial em pouco mais de um mês

  • “Watergate francês”: Macron acusado de montar “polícia paralela” (e de abafar o caso)

    Ambiente elétrico na Assembleia Nacional francesa, onde decorrem desde esta segunda-feira de manhã audições de uma comissão parlamentar que já interrogou o ministro do Interior e o prefeito de Paris. Em causa está o chefe da segurança do presidente Macron, um civil de 26 anos que se disfarçava de polícia, designadamente para atacar e prender manifestantes. Eliseu e Governo tentaram abafar tudo

  • Presidente Macron enfrenta críticas depois de agressão de assessor a manifestante

    Alexandre Benalla, assessor do vice-chefe do gabinete presidencial e responsável pela segurança da campanha de Macron em 2017, foi identificado a bater num homem num vídeo de uma manifestação de 1 de maio. Benalla fez-se passar por agente de segurança, usando um capacete da polícia antimotim. O Ministério Público e o Ministério da Administração Interna anunciaram que abriram investigações ao caso