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Sobrinho-neto de Hitler diz que prefere Merkel a Trump: “É que eu não gosto mesmo nada de mentirosos”

CHRISTOF STACHE/Getty

Um dos únicos descendentes vivos de Adolf Hitler falou recentemente ao tabloide "Bild", a partir da sua casa em Long Island, mas nunca falou do seu tio-avô ditador. O que disse foi que Trump é demasiado mentiroso para o seu gosto e que votaria antes em Angela Merkel, se pudesse votar na Alemanha

Os últimos descendentes vivos de Adolf Hitler vivem numa pacata rua em Long Island, no Estado de Nova Iorque, e têm bandeiras dos Estados Unidos a esvoaçoar ao vento nos seus quintais, como qualquer outra família norte-americana. E, como muitas outras também, são republicanos, mas não gostam de Donald Trump, atual Presidente. Preferem antes a chanceler que governa o país que Hitler dominou, Angela Merkel.

Há muito tempo que é conhecida a morada destes três homens, na casa dos 60 anos, mas, até agora, nenhum deles tinha falado à imprensa. A versão norte-americana do tabloide alemão Bild conseguiu que um dos sobrinhos netos de Hitler, Alexander Stuart-Houston, falasse sobre o momento atual da política norte-americana.

“A última pessoa que eu diria admirar é mesmo Donald Trump. Não é mesmo um dos meus favoritos”, disse Stuart-Houston, admitindo, porém, que “algumas das coisas que Trump diz até têm sentido, a maioria delas têm”. O problema é “a forma como ele as diz”. “É que eu não gosto mesmo nada de mentirosos”, disse ele ao repórter do Bild a quem também admitiu que, se pudesse votar na Alemanha, votaria em Angela Merkel.

Os três descendentes do Fuhrer, Alexander, Louis e Brian, são filhos de um dos sobrinhos de Hitler, William Patrick Hitler, que nasceu no Reino Unido mas é filho do meio-irmão do ditador alemão, Alois Hitler Jr. William, porém, não era muito próximo do seu pai, e só se conhece uma visita sua à Alemanha, em 1929, por vontade própria.

No Reino Unido, divertia-se a dar entrevistas à imprensa britânica sob o epíteto de “sobrinho de Hitler”, coisa que o líder nazi não gostou. Aacabou por ser convocado a Berlim para receber um raspanete. “O que é que andas a dizer aos jornalistas? Ninguém tem que levar os meus assuntos pessoais às páginas dos jornais. Quem te deu autorização para os discutires?”, terá explodido Hitler segundo um relato da mãe de William, Brigid.

Do Reino Unido, William viajou para Nova Iorque onde continuou a usar o seu nome de família para ganhar dinheiro, dando palestras e entrevistas. Finalmente, alistou-se na Marinha norte-americana para combater o fascismo na Europa. Quando a Segunda Guerra acabou, decidiu mudar o nome da sua família primeiro para Hiller e depois para Stuart-Houston.