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Pedida investigação a viagens de Nikki Haley um dia antes da sua demissão

Nikki Haley

Drew Angerer/Getty

A organização Cidadãos para a Responsabilização e Ética em Washington submeteu esta segunda-feira um pedido para que seja aberta uma investigação oficial a um conjunto de voos em jatos privados, aceites pela atual embaixadora norte-americana nas Nações Unidas e pelo seu marido, em 2017

Em causa estão sete voos gratuitos em jatos privados, aceites pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU em 2017. Nikki Haley viajou a convite de três empresários da Carolina do Sul - ela e o marido - deslocações que segundo a organização civil Crew (Cidadãos para a Responsabilização e Ética em Washington) justificam a abertura de uma investigação oficial.

O apelo para que se investigue foi dirigido por este ‘watchdog’ ao Departamento de Estado responsável esta segunda-feira, um dia antes do inesperado pedido de demissão de Haley, como assinala o site noticioso “Business Insider”.

Segundo a Crew, Haley menciona as viagens no seu relatório financeiro público de 2017, justificando que cada vôo se qualificou como uma exceção com base no relacionamento pessoal do casal com os proprietários das aeronaves. Considera a organização que o relatório não fornece, no entanto, “informações suficientes para demonstrar que essa exceção era aplicável”.

No valor de “dezenas de milhares de dólares”, as viagens entre Nova York, Washington e três cidades no seu Estado natal, Carolina do Sul, foram oferta dos três homens de negócios donos dos jatos ou das entidades empresariais que representam.? Neste último caso, assinala a Crew, “o caráter de exceção não é aplicável”.

Ao recordar que “os regulamentos federais de ética proíbem os funcionários de solicitar ou aceitar presentes dados por causa da sua posição oficial”, entre outras condicionantes, a organização entende existirem motivos suficientes para que se investigue se Nikki Haley cumpriu as normas éticas.

“Ao aceitar estes voos privados de luxo como presente, a embaixadora Haley parece estar alinhada com outros funcionários da administração Trump que estão a colher benefícios pessoais das suas posições públicas”, afirmou o diretor executivo da Crew, Noah Bookbinder.

Nikki Haley apresentou esta terça-feira a Donald Trump o pedido de demissão de embaixadora nas Nações Unidas, pedido que foi aceite. Não foram avançadas as razões para o afastamento. O Presidente norte-americano limitou-se a confirmar que Haley deixará funções no final do ano.