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PM espanhol recua e não vai explicar ao Senado dúvidas sobre tese de doutoramento

OSCAR DEL POZO/Getty

Porta-voz do PSOE alega que Pedro Sánchez não é obrigado a dar explicações aos deputados, uma vez que se trata de um assunto relacionado com a sua trajetória académica que nada tem a ver com a sua vida política

Depois de se ter manifestado disponível para comparecer no Senado, após a forte insistência da oposição, o primeiro-ministro espanhol recua e garante que não tem que dar explicações sobre as acusações de plágio relativas à sua tese de doutoramento.

Esta terça-feira, o porta-voz do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) anunciou que Pedro Sánchez não irá estar presente na câmara alta do Parlamento no próximo dia 23 de outubro, tal como tinha solicitado o Partido Popular (PP) espanhol.

Segundo o responsável, o partido analisou o regulamento do Senado, tendo chegado à conclusão de que o chefe do Governo não é obrigado a dar explicações aos deputados, uma vez que se trata de um assunto relacionado com a sua trajetória académica que nada tem a ver com a sua vida política.

“Sánchez não irá contribuir para esse lamaçal em que o PP quer transformar esse assunto. Não irá ao Senado nem arrastado. Este Governo não se arrasta”, declarou Ander Gil, porta-voz do PSOE no Senado, citado pelo jornal “El Mundo”.

O responsável lembrou ainda que o anterior primeiro-ministro, Mariano Rajoy, nunca foi dar explicações ao Senado durante os sete anos em que esteve à frente do Governo, por nenhum assunto.

Em meados de setembro, o Palácio da Moncloa emitiu um comunicado em que garante que a monografia do primeiro-ministro foi analisada por programas informáticos de deteção de plágio, tendo sido confirmado que apresenta um “conteúdo original”, apenas com coincidências devido a “citações e referências bibliográficas” comuns em teses académicas.

No entanto, um grupo de professores catedráticos de Economia teceu duras críticas à tese de doutoramento do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, sublinhando que se limita a recompilar leis e dados e não apresenta conclusões originais. Após as dúvidas levantadas sobre a monografia do chefe do Governo espanhol, todos os partidos da oposição exigiram a comparência de Sánchez na câmara alta para dar explicações sobre o seu percurso académico.