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Internacional

Supremo Tribunal grego ordena inquérito judicial sobre gestão de fundos migratórios europeus

Acusações dos 'media' foram em grande parte fornecidas pelo chefe dos Serviços de acolhimento e registo dos refugiados, Andreas Iliopoulos. Em entrevista ao diário de direita Fileleftheros, apontou “ilegalidades” na gestão destes fundos.

O Supremo Tribunal grego ordenou nesta segunda-feira um inquérito sobre eventuais abusos na gestão de fundos europeus concedidos à Grécia para enfrentar a crise migratória 2015-2016, após a publicação de artigos sobre este assunto em diversos media do país. O inquérito, até agora "preliminar", foi confiado ao procurador financeiro, segundo fonte judicial.

A medida segue-se à publicação de diversos artigos nos 'media' da oposição de direita que denunciam a má gestão e possíveis desvios de fundos europeus pelo Governo liderado pelo partido de esquerda Syriza.

Em 2015 e 2016 a União Europeia (UE) desbloqueou fundos para a Grécia destinados a ajudá-la a enfrentar a passagem pelas suas ilhas do Mar Egeu, próximo das costas turcas, de cerca de um milhão de migrantes e refugiados que se dirigiam para a Europa, incluindo civis sírios que fugiam da guerra no seu país.

As acusações dos 'media' foram em grande parte fornecidas pelo chefe dos Serviços de acolhimento e registo dos refugiados, Andreas Iliopoulos. Em entrevista ao diário de direita Fileleftheros, apontou "ilegalidades" na gestão destes fundos.

Dimitris Vitsas, o seu ministro da tutela e responsável pela Política Migratória, reagiu e pediu a demissão de Iliopoulos, ao rejeitar "falsas alegações". Segundo o ministro, a Grécia recebeu 570 milhões de euros de fundos de urgência para enfrentar os fluxos migratórios: 68% foram destinados a organismos internacionais, incluindo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, e a diversas organizações não-governamentais e o restante montante foi canalizado para o Estado grego, em particular ao Ministério da Defesa, responsável na época por organizar uma quarentena nos campos de acolhimento.

Segundo o ministro, e no âmbito do orçamento europeu, a Grécia dispõe até 2020 de 566 milhões de euros para a sua gestão migratória, com 35% já destinados aos diversos projetos.