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Rescaldo e reações das presidenciais no Brasil. Bolsonaro fala em “fraude” e Haddad em “oportunidade de ouro”

Bolsonaro ou Haddad? Quem levará a melhor na segunda volta?

REUTERS

Confirmados na segunda volta, os candidatos do PSL e do PT dirigiram-se ao seu eleitorado. Jair Bolsonaro pediu aos seus eleitores que continuem “mobilizados” e lançou suspeitas sobre a votação eletrónica. Fernando Haddad reafirmou que não vai “abrir mão” dos seus valores

Os resultados eleitorais na primeira ronda deram-lhe 46%, mas Jair Bolsonaro, do PSL, acredita que só não chegou a Presidente do Brasil já neste domingo devido a fraudes na votação eletrónica.

Através de um vídeo partilhado no Facebook após confirmar-se que está na segunda volta com Fernando Haddad (o candidato do PT), Bolsonaro manifestou as suas “suspeitas” e afirmou que vai “exigir soluções” junto do Tribunal Superior Eleitoral, por não querer que fiquem sem resposta as “inúmeras reclamações” que lhe chegaram, pondo em causa o funcionamento das urnas eletrónicas.

“Se tivéssemos confiança no voto eletrónico, já teríamos o nome do futuro Presidente da República decidido no dia de hoje”, insistiu, tendo a seu lado o economista Paulo Guedes, anunciado como o seu ministro das Finanças.

O candidato do PSL apelou depois aos seus apoiantes para que “continuem mobilizados” até ao próximo dia 28 e pediu-lhes: para que não deixem de “acreditar no nosso Brasil”. “Não vai ser fácil”, disse, porque “eles têm dinheiro e parte dos media”. Bolsonaro pediu ainda o apoio de grupos que mais o rejeitam, como os nordestinos e os homossexuais. E, numa alusão a Haddad, sem nunca o mencionar: Não queremos a volta desse tipo de gente”.

Haddad fala em “oportunidade de ouro”

O candidato do PT pronunciou-se também em relação à segunda volta, para reafirmar que não vai “abrir mão” dos seus valores. “Sempre estive do lado da liberdade, da democracia”, acrescentou Fernando Haddad, considerando que “o segundo turno nos abre uma oportunidade de ouro para discutir frente a frente, sem medo de ser feliz”.

Ao telefone, Haddad falou ainda no domingo com os candidatos Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e com Marina Silva (Rede), contactos entendidos como o primeiro passo dado com vista a uma aliança na segunda volta, escreve o jornal “Folha de São Paulo”.

PT com derrotas pesadas no Senado

Num dia difícil, com as urnas a confirmarem os piores cenários traçados pelas sondagens, ou mesmo a agravá-los, ao PT estava reservado um balanço negro, também ao ficar sem representante no Senado nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Remetida para quarto lugar, a ex-Presidente Dilma Rousseff falhou a eleição em Minas Gerais. Apesar de até à véspera das eleições as sondagens lhe atribuírem 26% dos votos, não foi além dos 15,3%.

Também o atual vereador em São Paulo, Eduardo Suplicy ficou à porta do Senado, com a não eleição do senador Lidndbergh Farias a confirmar-se, no caso do Rio de Janeiro.