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Presidente da Andaluzia dissolve parlamento regional e convoca eleições para 2 de dezembro

Susana Díaz

GOGO LOBATO/Getty

Decisão da líder socialista é tomada depois de os Cidadãos ter retirado, há um mês, o apoio que há três anos dava aos socialistas, em minoria no parlamento regional, acusando-os de não cumprirem as medidas negociadas de regeneração democrática

A presidente do Governo regional (Junta) da Andaluzia, a socialista Susana Díaz, anunciou nesta segunda-feira a dissolução do parlamento local e a convocação de eleições nesta comunidade autónoma espanhola para 2 de dezembro próximo.

A líder regional do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) justificou a decisão de antecipar a ida às urnas com a falta de estabilidade que "não merece" uma campanha eleitoral "entre cinco e seis meses" a partir de agora. "É um ato de responsabilidade", assegurou Susana Díaz em conferência de imprensa, depois de assinar o decreto regional de dissolução do parlamento da Andaluzia e de convocação das eleições.

A decisão da líder socialista é tomada depois de os Cidadãos (direita liberal) ter retirado, há um mês, o apoio que há três anos dava aos socialistas, em minoria no parlamento regional, acusando-os de não cumprirem as medidas negociadas de regeneração democrática. Desta forma, as próximas eleições regionais vão ter lugar quatro meses antes do final da legislatura, vivendo esta comunidade autónoma já há vários meses num clima de pré-campanha eleitoral.

A atual legislatura começou em março de 2015 e foi marcada, entre outros aspetos, pela presença no parlamento regional dos dois novos partidos espanhóis -- Podemos de extrema-esquerda e Cidadãos -- que fizeram os socialistas perder a maioria absoluta que historicamente sempre tiveram na região e obrigado Susana Diaz a negociar para manter a estabilidade governativa.

Susana Diaz, apoiada pelos líderes históricos do PSOE e pela maioria das federações regionais do partido, foi a grande derrotada das eleições internas para secretário-geral, ganhas em 2017 por Pedro Sánchez, que desde 2 de junho do corrente ano é o chefe do Governo espanhol.

A Comunidade autónoma da Andaluzia, com mais de 87 mil quilómetros quadrados, é a segunda maior de Espanha e quase do tamanho de Portugal (92 mil). Por outro lado, a região é a mais populosa de Espanha com mais de oito milhões de habitantes (Portugal tem mais de 10 milhões), fazendo fronteira com os distritos portugueses de Beja e Faro.