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Lindsey Graham avisa sobre consequências devastadoras para relações EUA-Arábia se jornalista foi morto

OZAN KOSE/AFP/Getty Images

Reino saudita deve dar “respostas honestas”, considerou o republicano Lindsey Graham, depois de revelações, provenientes de dirigentes turcos, segundo as quais Khashoggi foi assassinado no consulado saudita de Istambul

O senador norte-americano Lindsey Graham, aliado de Donald Trump, avisou nesta segunda-feira a Arábia Saudita que, se se confirmar que o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi assassinado, as consequências para as relações entre Riade e Washington serão "devastadoras".

O reino saudita deve dar "respostas honestas", considerou o republicano Lindsey Graham, depois de revelações, provenientes de dirigentes turcos, segundo as quais Khashoggi foi assassinado no consulado saudita de Istambul, onde se tinha deslocado para tratar de assuntos administrativos. Segundo a polícia turca, citada por uma fonte próxima do Governo, ele nunca saiu de lá com vida.

Jamal Khashoggi, um jornalista crítico do poder de Riade, escrevia designadamente para o Washington Post. "Estamos de acordo que se as acusações contra o Governo saudita se confirmarem, isso seria devastador para as relações entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos da América, havendo um pesado preço a pagar, economicamente e não só", declarou o senador.

O presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, Bob Corker, divulgou hoje na rede social Twitter que tinha "evocado pessoalmente o desaparecimento de Jamal com o embaixador saudita" nos EUA. "Enquanto esperamos mais informações, saibam que respondemos de maneira adequada a qualquer Estado que ataque os jornalistas", acrescentou este senador.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que está "preocupado" com o desaparecimento de Jamal Khashoggi. As autoridades sauditas garantem que ele saiu do consulado pouco depois de ter entrado.